Uma cultura totalmente diferente é o que separamos para você desta vez. Marrocos tem características fortes herdadas de seus colonizadores – religião, comércio, estilos, idioma. Como mencionou o Rei Hassan II, que governou o país de 1929 a 1999: “Marrocos é como uma árvore com as raízes na África, cujas folhas respiram o ar europeu”.
A verdade é que, no país, as culturas africana e muçulmana são acentuadas, mas muito abertas a certas influências europeias. Marrocos é uma mistura do Árabe, do Bérbere - família de línguas e costumes afro-asiáticos - e do Europeu.
Uma viagem de uma semana pode ser suficiente para ter um cheirinho do país, mas o ideal para quem aprecia outras culturas são duas semanas ou mais, será muito mais proveitoso.
Para os aventureiros de plantão, a Gente aconselha a ir com um guia turístico, caso não domine os idiomas árabe e francês. O inglês é pouco falado na região e a comunicação acaba sendo difícil. Agora, vamos conhecer a cidade que é um prato cheio de diversidade cultural!
Marrakech é o primeiro e mais famoso nome quando o assunto é Marrocos – ganha até mesmo da capital, Rabat. Conhecida como “cidade vermelha”, fica ao sudoeste e é a quarta maior cidade do país. Entre os principais pontos turísticos da cidade estão a Praça Jemaa el-Fna – ou Djemaa el Fna – um dos célebres pontos e mais visitados da cidade; o Jardim Majorelle, no centro de Marrakech, que é inspirado nos tradicionais jardins islâmicos; o Palácio da Bahia, que transborda o estilo marroquino tradicional do século XIX; Palácio el Badi; Mesquita Cutubia; Jardins da Menara; e Museu de Marrakech e Oasiria são outros pontos turísticos famosos e superestimados da cidade.
Tânger é a porta de entrada e saída do país para quem vem de Portugal e da Espanha. Cercada pela costa atlântica, a cidade é de fácil acesso a países europeus – fica a 14 km do litoral espanhol – e, de quebra, ainda oferece um passeio pelo mar durante o trajeto.
A cidade mantém diversos traços de sua colonização; por ser um patrimônio edificado, é um “colírio aos olhos”, como descrevem alguns comentários em guias turísticos. E é excelente para o turismo, com museus, paisagens, praias e pontos históricos conservados, além de excelentes hotéis para se desfrutar na cidade – e o famoso passeio de dromedário - uma forte característica do país e da cultura.
Rabat é a capital administrativa e política de Marrocos e, comparando a outros pontos do país, é um destino não muito procurado por turistas. No entanto, é uma cidade muito agradável de se visitar, bem organizada e com excelentes monumentos. Dizem que é um dos melhores lugares para fazer compras, pois os vendedores não perdem a cabeça com preços exorbitantes - como em Marrakech ou Fez - e também não gostam tanto da tradicional negociação.
Para quem quer fazer uma visita rápida à região - e ainda assim ter acesso à cultura local - Asilah é uma pequena cidade ao sul de Tânger que tem uma medina – zona histórica – muito bonita, que vale a pena investir um tempinho para conhecer. Agadir é outro ponto interessante, por mostrar o contraste da civilização. É completamente descaracterizada, cheia de turistas ingleses e com arquitetura urbana. Mas, se o interesse é justamente apreciar a diversidade cultural do povo marroquino, Agadir talvez não esteja entre as melhores opções.
As principais receitas de Marrocos são pratos deliciosos e populares não só lá no país, mas no Brasil também, como o cuscuz e a salada marroquina. A cozinha marroquina é uma das melhores do mundo e é caracterizada pela mistura sutil de sabores. Sua gastronomia é famosa pela diversidade, pelo exotismo e pela criatividade - é conhecida por ser uma das melhores de África.
São muitas as especialidades e receitas - de norte a sul – mas, é o uso de especiarias que une os sabores. Apesar de diferente, não é difícil de se familiarizar. O país não tem a fama de “intoxicação alimentar turística”, que alguns países da África e do Oriente têm – fama que os países ganham após turistas ficarem um ou dois dias passando mal após se alimentarem da comida típica.