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O amor de Jhully - Uma história de amor infinito entre Beth e a filha de quatro patas

Nem sempre é fácil de entender a relação do animal de estimação com o seu dono. Cada um tem um jeito bem peculiar de cuidar do seu bichinho

Gisele Mendes
21/08/18 às 07h46

Nem sempre é fácil de entender a relação do animal de estimação com o seu dono. Cada um tem um jeito bem peculiar de cuidar do seu bichinho. Mas, quando paramos para ouvir histórias, fica bem mais simples sentir que existe amor verdadeiro entre eles. Pelos gestos, palavras, pelas emoções que transbordam ao relatar experiências.

Esse mix de emoções foi notado, bem claramente, ao conversar com a funcionária pública, Elizabeth de Paula Ferreira - mãe da Lara; avó do João Pedro e mãe, também, da Jhully - sua poodle de nove anos.

A história das duas envolve muito amor, companheirismo e cumplicidade. De acordo com Beth, como é mais conhecida, a Jhully era, na verdade, da sua filha. Presente do pai há quase dez anos. Mas, após ser atropelada - com apenas três meses – escolheu, quem era para ser avó, como mãe. “Naquela época, ela se apegou a mim de tal maneira que não teve como eu não ‘adotá-la’. Ela me escolheu para a vida dela; a minha filha, Lara, também sentiu isso e deixou que tudo fluísse” - disse bastante emocionada.

O vínculo foi tão forte que a Jhully passou a seguir os passos da Beth, literalmente. “Quando eu ia para a cozinha, lá estava ela. Para sala, quarto; enfim, ela se tornou minha sombra e é assim até hoje. Sem contar que ela já sabe o horário que chego do trabalho e me espera, todos os dias, no mesmo lugar - no portão” - disse.

De acordo com Beth, Jhully a vê como mãe e, nos últimos meses, ao adoecer, esse sentimento ficou ainda mais aflorado; pois, a poodle não saía do colo da Beth - como uma criança que está insegura e fica bem nos braços da mãe. “É algo inexplicável, mas que é real. É um amor incondicional, recíproco e verdadeiro” - destacou.

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Ao ser questionada sobre o que mudou em sua vida - após a chegada da Jhully - Beth ficou em silêncio, deixou a emoção escorrer pelos olhos e, nesse momento, nem foram necessárias muitas palavras.

Mesmo assim, ela conseguiu dizer algo: “Tornei-me uma pessoa melhor com a chegada da Jhully. Eu passei a enxergar a vida por um novo ângulo - mais feliz. Sou mais paciente, mais humana. Tanto, que hoje, ao ver um animal na rua, a minha vontade é de trazer para casa, porque passei a vê-los de uma maneira diferente” - completou.

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