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Mãe e filha constroem abrigos para animais de rua

Veja como ajudar o projeto três-lagoense EAMAR

Redação
16/09/20 às 07h57
Casinha e comedouro da EAMAR (Reprodução/EAMAR).

O projeto EAMAR foi criado pela Gislaine e sua filha Gabriele com o objetivo de cuidar dos animais de rua de Três Lagoas. São confeccionadas casinha e comedouros para assistir os animais que estão sem abrigo. O projeto já tem mais de um ano e é feito com muito carinho e amor.


Elas doam para ONGs de animais, mas não estavam satisfeitas em fazer somente as doações. “Pensamos em alguma forma para alimentar os animais de rua e abriga-los, algo que fosse fácil e possível de confeccionarmos em casa, então encontramos a ideia da bacia na internet e vimos uma possibilidade”.

“Inicialmente o projeto não existia, nosso intuito era doar casinhas de bacia para as pessoas que cuidam de animais em situação de rua, mas a demanda é grande, então decidimos pedir ajuda para as pessoas que tem um negócio, por isso “Empresa Amiga dos Animais de Rua”, e nasceu o EAMAR”.

O EAMAR funciona da seguinte forma: o proprietário do negócio (qualquer um, pode ser lojas, restaurantes, clinicas, pessoas que atendam público em geral) repassa o valor de quantos comedouros desejar, e elas distribuem pela cidade, em locais públicos que tenham animais em necessidade. “Em troca, colocamos um adesivo com a logomarca do patrocinador – como chamamos as empresas que nos doam os comedouros – no respectivo comedouro”.

Gislaine, a criadora do projeto confecciona as casinhas/comedouros, e Gabriele, filha dela, ajuda na confecção e cuida das redes sociais.

“Nosso projeto depende de voluntários para conseguir instalar mais comedouros comunitários. Cuidamos, nós duas, 3 a 4 vezes na semana de 9 comedouros, além de alimentar gatos em diversos outros pontos, e contamos com pouquíssimos voluntários fixos”.

INSTALAÇÃO

Os comedouros são instalados onde há incidência de animais abandonados. Além dos comedouros patrocinados, a dupla começou a vender e muita gente se interessou. São confeccionados dois tipos de abrigo: a bacia, ideal para os animais dormirem – custa R$45,00 -, e o comedouro para abrigar o alimento de calor e chuva, evitando desperdício – custa R$60,00 -, ambos acompanham corrente e cadeado para prender e evitar furtos.

Já são quase 140 casinhas e comedouros pela cidade, a maioria são de pessoas que compram para colocar em suas casas.

AJUDA

“As pessoas podem nos ajudar doando ração para animais pequenos (cachorro ou gato), em qualquer quantidade; comprando uma casinha/comedouro; ou sendo um voluntário para cuidar de algum comedouro público semanalmente, preenchendo com ração, água, e realizando uma limpeza básica. Nenhum comedouro ou casinha deve ficar sem os cuidados, nem mesmo os vendidos. O projeto tem o intuito de alimentar e abrigar, e ele deve ser cumprido no momento em que a pessoa se compromete”, diz.

COMEDOUROS

Cemitério municipal, Igreja Matriz, Igreja Santo Antônio, dois em frente à escola Ramez Tebet, em frente ao Fórum, no antigo Sesi, na Assistência Social, Exército, Praça da Vila Piloto, Praça Vila Verde, Praça Alvorada (Cristo), na Ranulpho com a Baldomero Leituga, na Rua Paulo Baccaro Filho , Erpe, Ufms I. “Algumas casinhas foram doadas para as Protetoras TL e elas deram a destinação que acharam melhor, por exemplo do Jupiá, da Rua da Boiadeira, entre outras, então elas ficam responsáveis por essas”.

MÃO NA MASSA

Casinha e comedouro da EAMAR (Reprodução/EAMAR)

“Para que seja mais fácil localizar e ajudar com a “mão na massa”, criamos um Mapa. O link para acessá-lo está em nossa biografia do Instagram (@projetoeamar), basta clicar; também é possível escanear um QR CODE que postamos em nossas redes sociais Instagram e Facebook (Projeto EAMAR / Proj EAMAR)”.

“Sabemos que a luta pela causa animal é grande e nobre, então também ajudamos outros protetores como as meninas do TL Por Animais Amor, e Patas e Focinhos, além das Protetoras TL. Elas nos trazem as bacias e nós confeccionamos para elas sem custo, dessa forma, com união, conseguimos ajudar mais e mais animais”.

Com informações Beatriz Benedeti/HOJEMAIS.*

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