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Injeção de juventude - Conheça os benefícios da toxina botulínica que vão além da estética

Botox é o grande aliado de quem quer parecer mais jovem

Gisele Mendes
14/08/18 às 07h13

Toxina botulínica. Nome bem diferente, não é mesmo? Mas, trata-se de algo que ouvimos falar quase que diariamente: Botox. O nome, um pouco difícil até mesmo de pronunciar, é o medicamento de origem biológica, obtido a partir da bactéria Clostridium botulinum. Botox, como todo mundo fala, é, na verdade, uma das marcas existentes no mercado.

Mas, o foco hoje não é apresentar a sua fórmula; mas, sim, os benefícios que o Botox causa no rosto daquelas pessoas que buscam se livrar das indesejáveis rugas. Para explicar melhor, a nossa equipe de reportagem entrevistou a cirurgiã plástica, Suelen Melão, membro da SBCP - Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

De acordo com Suelen, a procura pelo tratamento estético aumenta cada vez mais e, o que mais chama a atenção, é que pessoas mais jovens já buscam se livrar dos primeiros sinais de expressão. “Mulheres com idade a partir de 30 anos - ou assim que começam a aparecer as primeiras rugas - nos procuram com bastante frequência” - disse.

No entanto, apesar de a maioria do público ainda ser feminino, os homens também têm demonstrado interesse em parecerem mais jovens. Conforme Suelen, o número de pacientes da classe masculina em seu consultório tem aumentado. “A diferença é que eles são bem mais discretos. A maioria vem, faz o procedimento e não comenta com ninguém. Talvez por timidez” - destacou a cirurgiã.

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A função do Botox é paralisar a musculatura das regiões onde existem rugas dinâmicas - provocadas por movimentos repetidos. Ele age provocando o relaxamento dos músculos, diminuindo a sua movimentação.

Já para as rugas estáticas – causadas pelo envelhecimento natural da pele - o ideal é associar a aplicação do Botox com outros procedimentos, que podem incluir o preenchimento com ácido hialurônico, por exemplo.

Segundo Suelen, quanto mais cedo o paciente buscar pelo tratamento estético facial, maiores serão as chances de prevenir rugas estáticas. Contudo, é importante ressaltar que o Botox tem duração de quatro a seis meses, dependendo da pele do paciente. “É preciso que seja feita a manutenção para a eficácia do tratamento” - pontuou.

Atualmente, a maioria dos pacientes busca pela aplicação do Botox no terço superior da face, que envolve a testa, glabela – região entre as sobrancelhas; pés de galinha e rugas nas laterais do nariz. Porém, o procedimento também pode ser realizado ao redor dos olhos ou dos lábios. “Quando o paciente tem o lábio um pouco caído, por exemplo, é possível aplicar o Botox e paralisar aquela musculatura; consequentemente, ele vai ficar com os lábios com uma estética melhor” - explicou a cirurgiã.

O procedimento é bem simples e pode ser feito no consultório mesmo. Para aplicar o Botox, o local recebe anestesia, feita por pomada. Porém, a cirurgiã Suelen Melão garante que é possível fazer até mesmo sem o anestésico; isso, porque a agulha é mais fina do que a de uma insulina, o que torna o procedimento praticamente indolor.

A médica explica que existe uma dúvida muito comum entre pacientes quando o assunto é aumento dos lábios. Ela explica que, diferentemente do que muitos imaginam o preenchimento labial não é feito com Botox - mas sim, com ácido hialurônico. O mesmo serve também para minimizar o famoso ‘bigode chinês’. “As pessoas se confundem bastante; mas, explicamos tudo e os pacientes conseguem atingir o seu objetivo” - disse.

Avanços na área da estética

Não é surpresa alguma se deparar com consultórios de cirurgiões plásticos cada vez mais lotados. As pessoas buscam procedimentos que permitam com que se sintam melhores, mais bonitas; isso acontece graças aos avanços da medicina - bem como, ao acesso às informações.

O Brasil aparece em segundo lugar no ranking de realizações de cirurgias plásticas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Pesquisa realizada pela ISAPS - Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética - mostra que foram realizadas 1,2 milhão de cirurgias plásticas e 1,1 milhão de procedimentos estéticos em 2015. Os números, porém, já não são os mesmos, visto que a última pesquisa realizada pelo órgão foi há três anos. Esses indicadores tornaram o Brasil conhecido mundialmente pela realização dos procedimentos.

Mas, apesar do ranking, procedimentos cirúrgicos - quando o assunto é face - são cada vez menos indicados. De acordo com Suelen, o Botox, assim como os preenchedores, oferecem resultados satisfatórios aos pacientes e podem ser utilizados até que chegue, enfim, o estágio em que é necessário passar por uma cirurgia.

Isso acontece porque, à medida que a medicina avança, a gama de procedimentos minimamente invasivos, aumenta. “Estudos realizados e que comprovam a fisiologia do envelhecimento nos permitem combater áreas de rugas. Mas, é claro que, alguns casos dependem unicamente de cirurgias” - pontuou.

Botox trata doenças

Além de todo o benefício da estética, o Botox pode ser utilizado também em outras áreas da medicina; inclusive para tratar doenças. Na oftalmologia, por exemplo, ele auxilia o tratamento de estrabismo e, em casos de contrações musculares – quando há aquela impressão que o olho está “repuxando”.

O Botox pode ser utilizado ainda para tratamento de cefaleias, paralisia cerebral; em alguns casos de síndromes de dores, como o torcicolo congênito e no tratamento de hiperidrose – suor excessivo. Neste caso, ele pode ser aplicado tanto nas axilas, quanto nas mãos e pés.  

Contraindicações

Não podem aplicar Botox: as mulheres grávidas; as que estão em fase de amamentação; bem como, quem sofre de doenças musculares; que faz uso de determinados antibióticos e que tenha alergia a algum componente presente no Botox. Antes da realização do procedimento o paciente é questionado e avaliado.

Conforme Suelen é muito importante que as pessoas que desejam aplicar Botox procurem um médico dermatologista ou cirurgião plástico; pois, é um procedimento que exige conhecimento e capacitação.

“Uma aplicação errada em um músculo que não poderia receber o medicamento ou a aplicação exagerada da dose pode causar muito transtorno ao paciente – como, por exemplo, ficar com a boca torta. Neste caso, ele terá de esperar o efeito da substância passar - que leva de quatro a seis meses – e, ainda, poderá ter de fazer fisioterapia” - completou.

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