A carência afetiva e a dependência emocional são questões cada vez mais presentes no cotidiano das relações e, especialmente para as mulheres, podem se transformar em um ciclo doloroso de submissão, medo e infelicidade.
Segundo dados do Instituto de Psicologia Aplicada, 84,6% dos brasileiros já apresentaram sinais de carência extrema. Em cerca de 14,6% dos casos, essa necessidade afetiva excessiva foi o motivo direto para o término de um relacionamento.
Mas afinal, o que é a carência afetiva?
Trata-se de um vazio emocional profundo, que leva o indivíduo a buscar no outro a única fonte de amor, aprovação e pertencimento. Essa busca constante por validação pode ser confundida com amor, mas na verdade, é um vício emocional que fragiliza a autoestima e compromete a saúde emocional.
Pessoas carentes aceitam relações abusivas ou infelizes por medo de ficarem sozinhas. Acreditam que só serão felizes ao lado de alguém, mesmo que esse alguém as desrespeite, desvalorize ou as impeça de evoluir. Isso acontece, muitas vezes, por lacunas emocionais deixadas na infância ou traumas em relacionamentos passados.
Alguns comportamentos podem indicar que a carência afetiva está impactando sua vida amorosa:
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Submissão constante ao parceiro;
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Medo intenso de abandono;
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Ciúme excessivo e insegurança;
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Necessidade de aprovação para tudo;
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Falta de individualidade e perda de identidade;
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Dificuldade de tomar decisões sozinha;
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Crença de que só será feliz em um relacionamento.
O assunto precisa ser discutido porque muitas mulheres estão presas em relações que não as fazem felizes, simplesmente por medo de ficarem sozinhas. Entender o que é carência afetiva e aprender a reconhecer seus sinais é o primeiro passo para construir relações mais saudáveis, com o outro e, principalmente, consigo mesma.
Informações de Psitto