Alias Grace – produção original Netflix - conta a história de Grace Marks, uma imigrante irlandesa no Canadá que, com 16 anos, em 1843, foi acusada de matar seu patrão e foi sentenciada à prisão perpétua. Quinze anos depois, um médico vem ao seu encontro para entrevista-la e tentar provar sua inocência, mas ela afirma não ter nenhuma lembrança do ocorrido. Ao longo dos seis episódios de 45 minutos somos guiados pela dúvida: será que Grace Marks é culpada? Se você está sentindo falta de uma série de “suspense” para maratonar, confira três motivos pelos quais você deveria dar uma chance à Alias Grace.
PRECISÃO HISTÓRICA A história se passa na metade do século XIX e o livro foi baseado em um caso real. A série conseguiu reproduzir muito bem os detalhes do Canadá da época, desde o figurino e o sotaque irlandês da protagonista até a prisão e a forma de trabalho das detentas.
A DÚVIDA A série nos leva a acreditar que Grace é culpada, e depois que ela é inocente, e depois culpada de novo... A verdade é que, no caso real, nunca se soube a verdade, e nós também não saberemos, mas acabamos percebendo que a dúvida na série é tão bem construída e existem tantas opções para o que pode de fato ter acontecido que, no fim, saber a verdade não importa.
IMPORTÂNCIA DO TEMA O que realmente importa é que Grace Marks nunca pôde falar por si própria. Ela é uma mulher pobre inserida em um ambiente patriarcal e elitista, que não se importa com o que ela tem a dizer. E é sobre isso que é a série – um problema que não é isolado, mas faz parte da estrutura da nossa sociedade e continua até agora.