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ESPORTE: É GOOOOOOLLLLL!!!!

Quase 130 anos depois que o futebol chegou ao nosso país, o Brasil é uma verdadeira potência no assunto

Rara Gente - Daniela Galli
08/06/22 às 08h00

Uma bola. É o que é necessário para juntas meia dúzia de pessoas, dar passes e dribles de um lado para o outro e dizer que está jogando o esporte mais popular do mundo: o futebol. Em qualquer canto de qualquer cidade é só olhar para o lado e ver nos gramados, quadras, no meio da rua: todo mundo envolvido em uma ‘partidinha’.

De acordo com dados divulgados pela Federação Internacional de Futebol – FIFA, cerca de 270 milhões de pessoas diretamente com o esporte, seja como jogador ou como árbitro. Apesar de ter se popularizado muito no Brasil, o futebol tal qual o conhecemos surgiu na Inglaterra no século XIX. Alguns relatos históricos, no entanto, apontam que antes deste período já existiam práticas esportivas semelhantes. 

Um destes vestígios remonta à China de três mil anos antes de Cristo. Japoneses, egípcios, gregos e romanos também ‘batiam uma bolinha’ muito antes de se transformar no império que é hoje. 
O futebol reúne ainda mundialmente um paradoxo interessante. Apesar de ser o esporte preferido das massas de trabalhadores, principalmente aqueles com baixo poder aquisitivo, o segmento é bilionário, movimenta somas vultuosas além de interesses políticos mundo afora. 

No Brasil a prática esportiva chegou já no final do século XIX. Foi o estudante Charles Miller que voltou da Inglaterra em 1894 e trouxe consigo bolas, uniformes e um livro com as regras do jogo. Atualmente ele é considerado o pai do esporte no Brasil. 

Inicialmente os jogos aconteciam entre a aristocracia brasileira, todavia, depois que houve o crescimento urbano do país, todas as camadas populares começaram a praticar também, já com organizações de clubes de futebol. 

Quase 130 anos depois, o Brasil é uma verdadeira potência no assunto. Temos cinco Copas do Mundo mundiais ganhos em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Os clubes brasileiros colecionam 10 títulos mundiais, entre Intercontinental e Mundial de Clubes além de 18 títulos sul-americanos, entre eles a Copa Libertadores da América. 

Já as mulheres venceram sete vezes a Copa América Feminina - 1991, 1995, 1998, 2003, 2010 e 2018; são bi campeãs dos jogos Pan-Americanos. O título da Copa do Mundo ainda não veio, porém elas ‘bateram na trave’ em dois campeonatos: ficaram com a terceira colocação em 1999 e foram vice-campeãs em 2007.

O AMOR PELO TIME

Não é muito difícil encontrar pessoas que façam verdadeiras declarações de amor para seus times. Para algumas delas, a paixão começa cedo, ainda na infância, por influência de algum familiar ou conhecido. 

Foi mais ou menos assim que o radialista José Souza se apaixonou pelo Santos. Para ele, todos nós brasileiros já nascemos praticamente com a bola no pé. Souza queria, inclusive, ser jogador de futebol, mas logo percebeu que era ‘perna de pau’. “Eu estava brincando com um amigo de infância e o pai dele era santista fanático. Ouvíamos o campeonato de 1983 pelo rádio. Ali eu me apaixonei pela narração esportiva de Osmar Santos e decidi que torceria para o ‘Peixe’”.

A paixão seguiu com ele e, como tinha o dom da fala, decidiu que seria radialista e narrador esportivo, já que em campo não seria muito promissor, como dissemos anteriormente. “Comecei a trabalhar como radialista com 19 anos e desde então não parei mais. São 25 anos de profissão dos quais o esporte sempre me acompanhou. Já fui repórter esportivo, fiz programa, matérias, até quando tinha um programa de música sertaneja eu dava um jeito de ler uma reportagem esportiva”.

Para ele, o futebol vai além do esporte que é praticado dentro das quatro linhas do campo. “As únicas ferramentas que podem mudar a sociedade são a educação e o esporte, eles que podem tirar as crianças do mundo ruim, isso não pode ser deixado de lado”.

Na família dele, nem todo mundo compartilha pelo amor ao Santos, na verdade, alguns torcem até para times de Minas Gerais. A esposa é palmeirense, assim como toda a família dela. Por pouco o filho dele, hoje com 24 anos, não vestiu a camisa alviverde. “Graças a Deus ele é santista, influenciado pela geração de 2002 do time que tinha Elano, Diego e Renato”.

ENGAJADOS NO ESPORTE

“O futebol é a família reunida, aquela resenha descontraída, o ‘vaaaaaai curintia’ em plenos pulmões!”, é assim que a professora Samira Gama da Silva resume a relação que ela tem com o time. Não é preciso dizer que na família dela não há nenhum espaço para outro time a não ser o Gavião, né?

Tudo indica que o filho dela, Arthur Gama de Queiroz, de 13 anos, leva jeito para ser um bom atleta. “Desde pequeno ele já mostrava habilidades que nos chamavam a atenção. O pai e o irmão mais velho comentavam o jeito diferenciado que ele apresentava. Os professores alertaram que ele demonstrava dom e que tem futuro no esporte”.
Samira diz que todos apoiam e incentivam, mas com algumas ressalvas. “Sempre digo para ele que é uma jornada que precisa ter foco, dedicação disciplina e muito trabalho”.

O marido, Ricardo Queiroz, já teve história profissional no esporte; já jogou em outros estados e ainda joga quando o chamam. “Vez ou outra nas temporadas ele chega com um troféu de artilheiro”.  Aos 57 anos, ele garante que cuida da saúde e mantem a forma para continuar jogando. "No futebol tenho as melhores amizades que já fiz na vida”.

O ‘CURINTIA’

Falar do time do coração de toda a família fez Samira rememorar a infância que viveu com seu pai e seu irmão nas décadas de 80 e 90. Eu lembro de nós na sala, é a nossa história de pai e filha, então imagina? A força do estádio, ouvir sobre a Democracia Corinthiana e entender tantas outras coisas para a vida”.

CATAR 2022

O Catar ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo que será realizada em 2022. O Mundial realizado no país contará com a construção de oito estádios, estando seis deles localizados na capital Doha.

Devido às particularidades do país, especialmente, às altas temperaturas no período em que normalmente ocorre o Mundial, houve mudança na data da realização do torneio, que habitualmente é realizado pela Fifa nos meses de junho e julho. O evento será realizado nos meses de novembro e dezembro, com duração de 28 dias, quando as temperaturas no país são mais amenas.

A seleção do Catar não possui tradição no futebol e nenhum atleta conhecido internacionalmente. Em 2019, o futebol do país teve motivos para comemorar ao ganhar um título inédito: campeão da Copa da Ásia, disputada nos Emirados Árabes, vencendo a Seleção do Japão na final.

O Catar era considerado um protetorado britânico devido à divisão do Império Otomano. Tornou-se independente do Reino Unido em 1971, vindo a ser um Estado soberano. A dinastia reinante frente ao governo do Catar é a família Al Thani, há quase 150 anos. A monarquia é herdada de pais para filhos

É atualmente um dos países mais ricos do mundo e com umas das menores cargas tributárias, segundo o Relatório Global de Competitividade. Mas esse histórico de riquezas deu-se a partir dos anos 40, quando se iniciou no país a exploração do petróleo e gás natural.

O país é rico em recursos naturais, sendo um dos maiores produtores de gás natural do mundo. No ano de 1974, o Qatar Petroleum assumiu a exploração e controle do petróleo existente no país, alavancando a economia.

A TAÇA DO MUNDO É NOSSA ESSE ANO?

Souza está bastante otimista com a Copa do Mundo de 2022 e diz que acredita 100% no hexacampeonato. “A seleção que está formada hoje com jogadores que são titulares em seus clubes. A responsabilidade está dividida, não está como foi na outra copa com toda as responsabilidade em cima do Neymar. O Brasil foi muito superior aos sulamericanos e se classificoiu bem antes nas eliminatórias. Acredito que este ano a festa vai ser maior. O hexa vem, somos os melhores do mundo”. Samira concorda. “Somos brasileiros então sempre vamos acreditar, a Copa é nossa!”.







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