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Caso no BBB 2026 reacende debate sobre violência contra mulheres no Brasil

O caso de importunação sexual envolvendo o participante Pedro Henrique Espindola e a Jordana no Big Brother Brasil 2026 vai além de uma polêmica televisiva.

Isabele Araujo - Rara Gente
19/01/26 às 13h37

O caso de importunação sexual envolvendo o participante Pedro Henrique Espindola e a Jordana no Big Brother Brasil 2026 vai além de uma polêmica televisiva. Em um país que registra mais de 87 mil estupros por ano e onde 37,4% das mulheres sofrem violência anualmente, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esse episódio expõe um cenário nacional de agressões sistemáticas.

O participante Pedro Henrique Espíndola apertou o botão de desistência do reality show após tentar beijar à força a participante Jordana, no último domingo (18). O caso aconteceu dentro da despensa da casa, onde, segundo o relato da sister, Pedro a segurou pelo pescoço e tentou forçar o beijo.

(Reprodução/TV Globo)

“Ele pegou e entrou comigo na despensa, me pegou pelo pescoço e tentou me beijar. Eu falei: ‘Cê tá louco?’ e ele falou: ‘Tô fazendo o que tô com vontade’”, relatou Jordana durante o programa.

Antes do episódio, a participante já havia demonstrado incômodo com comportamentos anteriores de Pedro, como quando ele pegou uma peça íntima de seu biquíni, alegando que iria estendê-la no varal, mesmo sem ter sido solicitado.

Diante da repercussão, a TV Globo optou por não dar visibilidade ao participante após sua saída, vetando entrevistas e participações em programas da emissora, como o Mais Você. A empresa também classificou o caso como expulsão, encerrando o contrato de Pedro e suspendendo o pagamento de cachê a partir desta segunda-feira (19).

Paralelamente, a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, instaurou um inquérito policial para apurar se a conduta configura o crime de importunação sexual.

O crime de importunação sexual foi definido pelo Código Penal como a prática de ato libidinoso sem o consentimento da vítima. O caso reacende a discussão sobre assédio, consentimento e violência contra a mulher, evidenciando que o problema persiste mesmo em ambientes de exposição pública e vigilância constante.

Fique atenta aos canais de denúncia:

  • Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher. Atendimento 24h, gratuito e confidencial.
  • Disque 100: Direitos Humanos. Recebe denúncias de violações, incluindo violência contra a mulher.
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