O Dia do Índio foi oficializado no Brasil em 1943, durante o governo do presidente Getúlio Vargas. A data foi escolhida em alusão ao primeiro congresso Indigenistas Intereamericano, que aconteceu no México em 1940.
Além de lutar para que as tradições e a cultura indígena não morram, hoje em dia muitas tribos Brasil afora lutam ainda para não perder o que lhes restam de terra, utilizada para a agricultura e para o sustento da comunidade.
Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do país. Eles estão espalhados em 29 cidades e cuidam para que a memória das tribos seja valorizada a cada geração. Cada povo tem a sua particularidade, por isso nós as listamos abaixo para que todos saibam um pouco mais de como viviam e vivem até hoje os primeiros moradores do Estado.
Ofayé Xavante -
Donos de um território que ia do rio Sucuriú até as nascentes dos rios Vacarias e Ivinhema, com mais de cinco mil índios, a nação Ofaié Xavante se resume hoje a 50 pessoas, em uma reserva no município de Brasilândia.
Kadiwéu -
Durante centenas de anos dominaram uma extensão do Rio Paraguai e São Lourenço, enfrentando os portugueses e espanhóis que se aventuravam pelo Pantanal. Habitam os aterros próximos às baías Uberaba, Gaiva e Mandioré.
Guató -
Os guató, conhecidos como uma grande nação de canoeiros, conseguiram recuperar nos últimos anos uma pequena parte de seu território com a demarcação da Ilha Insua ou Bela Vista. Agora confinados na própria cultura, isolados, porém semi-urbanizados na Aldeia Uberaba, a 350 quilômetros de Corumbá, no coração do Pantanal.
Guarani -
Remanescentes dos ervais da fronteira com o Paraguai e com uma área superior a dois milhões de hectares, a nação guarani, do tronco tupi, tem sua população dividida em 22 pequenas áreas em 16 municípios no sul do Estado.
Kaiowá -
Eles vivem na região sul do Estado e no passado eram milhares ocupando 40% do território de Mato Grosso do Sul. Pertencem ao tronco linguístico tupi e é um dos únicos grupos indígenas que tem noção de seu território.
Terena -
Agricultores, os terena estão concentrados na região noroeste do Estado e com grandes levas nas aldeias urbanas de Campo Grande. Pertencem ao tronco linguístico Aruak. Foram os últimos a entrar na Guerra do Paraguai e pode ser este o motivo de não terem sido totalmente dizimados.