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Totó: Antônio Carlos Garcia de Oliveira

Vamos conhecer um pouco desta figura ilustre - o fundador do Motoshow Três Lagoas em um papo super descontraído dentro do seu QG falando de suas maiores paixões - motos.

Edgard Júnior - Agitta Social
02/08/24 às 18h09

Hoje não vamos falar com o promotor de justiça Dr. Antonio Carlos, mas sim com o nosso amigo do Motoshow, e que está na organização do evento. Fala pra gente quantos anos de Moto Show? Conta um pouquinho da história desde Cassilândia/MS, que daí veio pra cá numa ordem meio que cronológica?

“Nós fizemos o primeiro evento de moto que eu lembro em Bauru/SP, em 1999 - se eu não estiver enganado. Fizemos primeiro em Bauru e depois disso, nunca mais teve encontro de moto por lá. Daí fizemos em Cassilândia (1998, 1999 e 2000). Fizemos três lá em Cassilândia daí, depois em Três Lagoas - o primeiro foi em 2002, junto com o Rotary Club. Foram 16 anos junto com o Rotary, 2 anos com a Rede Feminina de Combate ao Câncer e já é o terceiro ano com a Abrasel. Então, já são 21 anos aqui, em Três Lagoas, de evento de moto.”

Foto: Edgard Júnior

Você é o idealizador do evento, mas tem muita gente que ajuda, que está por trás e está sempre com você. Igual, você falou do Rotary e de instituições. Mas, a galera toda fala assim: o Motoshow é dele, né? As pessoas lembram de você, por ser a primeira pessoa.

“A razão é meio óbvia, porque o evento sempre foi administrado quase que pessoalmente por mim, mas todos vem junto, afinal, ninguém faz nada sozinho - as equipes que a gente formou, junto com Rotary, Rede Feminina e atualmente a Abrasel. Na Abrasel a gente trabalha mais como conselheiro, a gente direciona, dá orientação, esclarece, explica e mostra às vezes o lado melhor da situação, com total de 25 anos de evento.”


Existiram todos esses anos altos e baixos, mas os altos prevaleceram, graças a Deus - que nós estamos retomando de alguns anos pra cá. Teve prejuízo? Teve, mas faz um balanço aí pra gente nesses anos todos?

“Olha, assim, o balanço geral é positivo. É, na verdade o único evento que traz dinheiro pra cidade. É o único, não existe outro. Os outros eventos praticamente arrancam o dinheiro da cidade. Arrancam o dinheiro e levam embora. Eu sempre falo, quando a gente investe muito alto, às vezes em uma festa, a gente acaba colocando dinheiro em quem não deveria, né? Existe por exemplo um grande show aí que custa 800 mil reais, você tira de onde esses 800 mil da cidade. Exato. Então o dinheiro vai faltar. Assim, de uma forma geral, foi feito muita coisa em prol da cidade durante esse tempo. Eu vi de construção da Rede Feminina de Combate ao Câncer, o apoio na construção de dez apartamentos no Hospital Auxiliadora, outras reformas em vários lugares, como no Grupo Assistencial A Candeia, reforma na Tia Dirce, e outras coisas que também junto com a Casa da Amizade fez na época, durante esses 15, 16 anos. Então, eu penso assim, todo dinheiro que permaneceu na cidade, nos hotéis, nas fontes de alimentação, na parceria geral das empresas, com as empresas. Muita gente que não conhecia Três Lagoas, acabou vindo pra cá, e hoje é empresário. Teve gente até que casou aqui. Então, assim, o impacto do evento, na nossa cidade é um impacto altamente positivo. E os baixos, assim, foram circunstanciais e aprendizados. É, foram circunstanciais por conta da magnitude do crescimento do evento. Na medida que o evento cresce, crescem os problemas, crescem as situações de dificuldade, com fiscalização, com policiamento. Então, isso é uma coisa óbvia, pois o time que joga na série C tem menos problemas do que jogar na série A. Então, como nós somos o evento da série A, o maior evento da série A hoje, depois de Brasília (Motoshow de Brasília/DF) e alguns poucos eventos, somos nós. Então, sabemos que, em um raio de 700 quilômetros, só dá nós, só dá o MotoShow. Nós daqui, até praticamente Água de São Pedro, São Carlos, daqui até Corumbá, daqui até o Paraná, daqui até Goiás, é só o Motoshow de Três Lagoas, não existe outro.”


Eu acho que isso aí devido também é união, né? Os motociclistas assim, unidos jamais serão vencidos literalmente, né? É esse ditado. Vamos lá pra São Paulo, vamos todo mundo!

“Os bons eventos, eles nunca vão morrer, né? Porque sempre vão ter muitas pessoas que prestigiam esses eventos. Nós estivemos em Brasília na semana passada, no maior evento da América do Sul, que é Brasília. Lá, o evento que começou pequeno, hoje é o maior do Brasil. Então, é uma cidade que dá condições pra fazer o maior evento do Brasil. Por ser uma cidade grande, tem um parque hoteleiro muito forte, tem empresas muito fortes que bancam a festa. 

Então, a gente observa que o motociclista, de uma forma geral, ele curte os eventos. Ele vem pra passear, ele vem aqui pra sair de casa, ele vem aqui pra dar uma apagada no estresse, né? 

Sabe? Quando a gente viaja de moto, a gente vai, não vai só pra ver o show que vai passar lá. Não, a gente vem pra derrubar o estresse, né? Estresse da vida cotidiana. A gente tem uma vida dura, uma vida chata, uma vida complicada, uma vida terrível, né? E os Motoshows de forma geral, eles servem pra isso, tá? É o nosso Lexotan do mundo moderno, que é o motociclismo, é viajar, curtir, ver paisagem, rever amigos, né? Rever amigos, fazer novos amigos. E quando tem um evento na cidade do amigo, você vai lá, prestigiar o amigo, e o amigo vem aqui pra exigir a você. E é muito importante a gente ter esse grupo, esse grupo de motociclistas estar sempre junto.”


Agora eu quero que você fala dessa moto que você montou, assim, eu falo que a gente tem uma menina dos olhos, né? E você tem essa daqui que foi a da nossa foto de capa, pra gente aproveitar e falar nesta matéria também dela. Quem é essa belezinha?

"Então, essa é uma Scrambler, que é um modelo de moto mais despojado. Ele é um pouco mais sem os pesos da motocicleta. E ele foi construído a partir de uma moto Honda Sahara e a gente trabalhou ela. Tive a ideia de botar pneu grande, de colocar um paralama curto, usar a estrutura dela. Trocar a roda traseira, usamos uma roda diferente, de cor preta, que hoje atende muito as motos mais modernas, e ela ficou bonita, ficou uma moto bonita. Eu já construí duas ou três motos. Então essa é uma delas.”


Deixa uma mensagem para a população três-lagoense sobre o Motoshow.

“Olha, o Motoshow é um evento bacana, um evento familiar, é um evento que agrega não só motociclistas, mas empresas, empresários e família. É um evento que agrega ali na alimentação, pessoas que vão ganhar dinheiro com a festa, aí pela cidade, pelos hoteis, pelos bares, pelos restaurantes, zonas de festa, etc. Vem prestigiar, é um evento da cidade, não é meu, não é do Grupo Agitta, é um evento nosso, é um evento de todos. E todos os motociclistas devem contribuir, colaborar com a presença, porque é muito triste quando a gente vê aquela história assim: nossa, Três Lagoas já teve um evento desses. Sabe, esse já teve é muito ruim, muito feio. Agora, o já teve, ele tem uma relação direta com a falta de prestígio das pessoas, a falta de prestígio das empresas, falta de prestígio de todos, com o evento. Então, como você está vendo aqui, é um evento que tem alto prestígio na cidade. Olha só o que tem de comercio, as marcas, as grandes marcas estão aqui, então a gente percebe que é um evento altamente prestigiado por todos. Isso a gente tem que dizer assim, a gente está de parabéns de fazer tudo isso, Abrasel, o Grupo Agitta, enfim, todas as pessoas que acreditam piamente nas coisas que a gente faz há mais de 21 anos."


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