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Stephanie Ferreira Gobato: E a força da mulher do Agro

A engenheira agrônoma, vice-presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas, e agora presidente da Comissão Nacional de Mulheres do Agro, Stephanie Ferreira Gobato contou um pouco da sua vida, seus desafios e sua história profissional.

Edgard Júnior - Agitta Social
16/06/23 às 17h30

“Dentro da Comissão, serão discutidas pautas e ações estratégias que possam ser trabalhadas em cada estado e no país como um todo. O grupo surge para facilitar a conexão entre as mulheres do agro” Bruno Lucchi - Diretor Técnico da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) sobre a Comissão Nacional de Mulheres do Agro. Nossa protagonista da matéria de capa desta semana, sempre me deixou abismado com suas tamanhas responsabilidades e tem literalmente a força da mulher, o afinco da juventude além das responsabilidades que aliam-se à ética pessoal e profissional. Eu conversei com a Engenheira Agrônoma, Vice-presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas, e agora presidente da Comissão Nacional de Mulheres do Agro, Ste?phanie Ferreira Gobato, que contou um pouco da sua vida, seus desafios e sua história profissional.

Foto: Edgard Júnior

Vamos falar da Stéphanie?

“Sou Stéphanie Ferreira Gobato, Engenheira Agrônoma e Gestora em Pecuária. Sou formada desde 2014 na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz ESALQ - USP.

A pecuária que conheci de família foi o motivo que me levou a estudar Engenharia Agronômica e concentrar meus estudos na área de produção animal. Durante a graduação, me envolvi intensamente com pesquisas na área de bovinos, pastagens, estágios de consultoria, mercado e, por fim, realizei o estágio profissionalizante na estação experimental Range Cattle Research and Education Center (RCREC), da University of Florida, EUA.


Já formada, a partir de 2015, iniciei meu trabalho no campo através da consultoria técnica em fazendas, capacitações para pecuaristas em práticas sustentáveis pelo Programa ABC Cerrado e através da assistência técnica e gerencial pelo SENAR. Em paralelo, possuo minha empresa de assessoria pecuária com foco em gestão, manejo e recuperação de pastagens degradadas. Durante os últimos 3 anos, trabalhei com o tema da pecuária sustentável, desenvolvendo e buscando adesão à uma ferramenta de indicadores de sustentabilidade, conduzindo e engajando a participação em grupos de trabalho multissetoriais sobre o tema da rastreabilidade, organizando e realizando treinamentos e oficinas em parceria com diversos elos da cadeia, elaborando planejamentos, controlando desempenhos e gerindo resultados.

Durante minha jornada, despertei também para o trabalho voluntário após participar de programas de liderança. Neste sentido, eu atuo como presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, faço parte da diretoria da Federação de Agricultura e Pecuária do meu estado e do Sindicato Rural do meu município, fomentando ações de desenvolvimento para o setor e buscando promover uma mudança de paradigmas na classe.

O que eu sinto pelo setor agropecuário é uma verdadeira paixão e reconhecimento do potencial gigantesco que ele tem e da sua importância para cada brasileiro, mesmo que muitas vezes a sua imagem chegue tão distorcida para a população. O agro é um ambiente de inúmeras oportunidades e infinitos desafios também, mas já evoluiu muito e segue evoluindo dia após dia.

Hoje o setor e as pessoas que fazem parte dele já reconheceram que é a vez de dar voz aos jovens e às mulheres e, por isso, muitos movimentos estão se destacando e motivando essa turma para estar junto. 

Existem sim dificuldades a mais para a mulher do agro, por mais que para seguirmos firmes no propósito, muitas vezes nosso mecanismo de defesa é fingir que essas dificuldades não existem e seguir passando por cima. O que nos motiva é saber que estamos deixando o caminho mais acessível para as meninas de hoje, assim como muitas mulheres que já trilharam essa jornada deixaram para nós.

Em fevereiro deste ano fui convidada a presidir a recém lançada Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) que tem por objetivo ampliar o protagonismo feminino dentro do sistema sindical brasileiro, aumentando a participação das mulheres em posições de liderança e tomada de decisão. 

Atuar dentro do sistema sindical rural, que inicia nos municípios com os sindicatos rurais, segue para o estado com a Federação (Famasul no Mato Grosso do Sul) e nacionaliza em Brasília/DF através da CNA, é um trabalho voluntário e que precisa buscar e desenvolver mais lideranças. As mulheres, com seu perfil mais organizado, multifunções, que busca uma gestão humanizada e o próprio engajamento que as mulheres possuem nas atividades que se propõem a fazer são características muito positivas para contribuir com o setor, além disso, ter mais mulheres dentro do sistema é fortalecer a representatividade feminina, defendendo nossos interesses e direitos.

Eu acredito muito na capacidade que cada um tem de mudar o ambiente em que vive e que o segredo pode estar na forma em que encaramos os desafios singulares da nossa jornada. O "mundo melhor" que desde criança somos instigados a buscar só vai tornar realidade quando cada um colocar a mão na massa e se dedicar de alguma forma aquilo que acredita, em que seja em uma parte da sua rotina, voluntariamente ou não. O crescimento pessoal e profissional que jornadas como a que eu escolhi dedicar parte do meu tempo, nos proporcionam são extraordinárias.

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