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Prof. Vitória Xavier, por Edgard Júnior - E a belíssima arte de ensinar

Um super papo com a maravilhosa professora Vitória Xavier, que tem uma propriedade intelectual ímpar quando o assunto é docência em literatura e língua portuguesa.

Edgard Júnior - Agitta Social
14/11/22 às 07h45

“Aquela voz suave e aquele jeito compassado e constante de ser”. É o ponto de vista deste colunista que vos escreve quando a referência é para o nosso destaque de capa desta semana. Ela, que tem prazer inenarrável pelo seu trabalho e uma competência única para o ofício. Bati um super papo com a maravilhosa professora Vitória Xavier, que tem uma propriedade intelectual ímpar quando o assunto é docência em literatura e língua portuguesa. Neste papo, Vitória contou um pouco da sua história e das suas inspirações de vida.

Foto: Thiago Nakamura

Apresentação

Sou Vitória Regina Xavier da Silva, professora de literatura e língua portuguesa há 25 anos na rede estadual de ensino. Mas comecei como alfabetizadora, no município, há 28 anos (foram três anos alí). Sobre minha formação: sou mestre em estudos literários. Fiz Letras, na UFMS, turma de 97 e Mestrado em estudos literários, tbm na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em 2009.


Em quem se inspirou para exercer sua profissão?

Posso dizer que tive algumas inspirações, meus pais sempre colocaram o conhecimento como fundamental para a vida, que é pela cultura que nos formamos seres mais humanizados. E, ainda, posso dizer que muitos professores, do ensino fundamental à vida acadêmica.


Quais os pontos positivos e negativos do ofício?

Pontos positivos: minha profissão é dinâmica, estamos em constante estudo e transformação, além das experiências humanas, como participar da formação de estudantes, pessoas que vão se descobrindo em atividades no espaço escolar, e nas relações afetivas construídas na escola. Hoje muitos ex-alunos são meus amigos .

Pontos negativos: São muitos desafios, como a sobrecarga de trabalho, nós excedemos nossos horários de trabalho para atingir nossos objetivos. Além disso, são muitas exigências e pouco apoio para as escolas. E, infelizmente, ainda não temos o reconhecimento da sociedade pela nossa profissão, pelo nosso trabalho, pelo papel fundamental que exercemos para o desenvolvimento da sociedade.


Qual o maior desafio nos dias de hoje?

Vivemos tempos difíceis e precisamos ter mais autonomia.


Pode deixar uma mensagem para nossos leitores?

Apesar de todos os desafios que enfrentamos diariamente, ser professora é uma experiência maravilhosa, construímos histórias e memórias. Como disse o grande ícone Paulo Freire: "Educar é um ato de amor e coragem".

Mais um detalhe:

Eu criei e desenvolvi por 17 anos um projeto, na escola Fernando Corrêa, o "Projeto literomusical - o sarau". O projeto começou pequeno e tinha como objetivo que os estudantes conhecessem um repertório musical mais amplo e associado à literatura. Sempre partindo de um tema escolhido por eles, o projeto cresceu e se tornou o grande evento esperado pela comunidade escolar. Vieram as parcerias com a professora Luciana Petroni, com o projeto identidade, com o professor Leandro Cazula e com a UFMS, que nos cedia o anfiteatro para as apresentações. Chegamos a colocar 150 alunos no palco, cantando Vinícius de Moraes, Tom Jobim , Almir Sater, Caetano Veloso entre outros da MPB. Eu publiquei artigo sobre o projeto e apresentei em congressos.

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