Sociais

Padre Edi Pereira: fé, esperança e amor

Com Deus no comando faremos o que for necessário e até o impossível para alcançar sonhos e projetos.

Edgard Júnior - Agitta Social
15/04/25 às 08h22

Apresentação

“Eu me chamo Edi Pereira Quina, tenho 36 anos e sou padre a quase dez anos, o mais velho dentre quatro irmãos, sou natural da cidade de Bandeirantes no Paraná. Desses dos quais a quatro anos e meio exerço nessa Diocese de Três Lagoas como missionário.

Foto: Viviane Almeida

São muitos os rostos e as histórias que formam a minha vocação, a começar pela minha família, berço da fé e da minha humanidade, passando pela comunidade paroquial de Santa Terezinha do Menino Jesus na cidade de Bandeirantes/PR e no bairro Barrinha do Cateto com a pequena e acolhedora capela de São Sebastião que conservam a lição do trabalho árduo e a riqueza das tradições de famílias neste bairro. Adentrei no Seminário Maior de Filosofia Rainha da Paz em dezembro de 2007 na cidade de Jacarezinho/PR, e ali segui com os estudos de Filosofia e um curso civil de licenciatura em pedagogia. No ano de 2012 a 2015 os estudos teológicos no Seminário Divino Mestre. Foram nove anos em que muitos e variados encontros do bom Deus foi servindo para ir guiando a minha história até esta entrega de coração que aconteceu no dia 19 de dezembro de 2015 na cidade de Bandeirantes, na Paroquia São Geraldo Magela. Já como padre, trazendo um pensamento de São Gregório Magno grande pensador e doutor da Igreja que dizia que: “a orientação espiritual é a arte de guiar as almas, é a arte das artes” por gosto e curiosidade também realizei uma pós-graduação em logoterapia e um curso de extensão sobre counseling e espiritualidade pelo instituto Roco de Curitiba e uma pós-graduação em aconselhamento pastoral pela FASBAM de Curitiba/PR. Atualmente trabalho à frente da Paróquia Santa Rita de Cássia aqui na cidade de Três Lagoas, e a quem não conhece, sinta-se convidado a vir conhecer a nossa comunidade.”


Em quem se inspirou para exercer o celibato? Conta tudo do início?

“A opção de ser religioso e adentrar um seminário foi depois de um itinerário de sadia amizade e namoro.  Eu acredito que o celibato é a memória das origens e a profecia para o alcance das virtudes nobres. No caminho de acompanhamento e discernimento vocacional já antes do ingresso no seminário nos meados de 2006 até o ano de 2007 em que pensava e rezava sobre a vida missionária trazida pelo exemplo dos religiosos franciscanos que trabalharam em anos anteriores na cidade de minha família. Não poderia também esquecer o protagonismo religioso e o testemunho de vocação das irmãs franciscanas da Sagrada Família. Enfim, para o católico, uma vida celibatária implica em levar um estilo de vida modesto e alegre, de prudência e pudor no falar e no vestir. Eu penso à luz da ressurreição, vamos sendo educados para viver a cruz de cada dia com amor e paciência, enfrentando sofrimentos, ora para a nossa própria purificação e conversão, ora pela salvação dos pecadores do mundo inteiro. E, com a Virgem Maria, o modelo mais elevado de vida celibatária, encontraremos sempre a inspiração para permanecermos fiéis até o fim.  No demais tudo é graça.”


Quais os pontos positivos e negativos?


“Positivos:

O dinamismo divino da vida, infundida por Deus na obra da criação, a comunidade paroquial aqui da Santa Rita na cidade de Três Lagoas, confiada a mim, pela expressão de pertença e que não tem preguiça de servir e evangelizar – aqui no Vila Nova, aos bons amigos de tantas horas, e que horas preciosas são essas para fortalecer a autoridade afetiva, alegrar-se com as pequenas conquistas do dia a dia, resolver um problema, alcançar um objetivo menor ou até mesmo receber um sorriso inesperado podem ser lembretes de que as coisas podem melhorar. Essas pequenas vitórias são o combustível emocional para seguir adiante penso eu.

Negativos

A indiferença e insensibilidade das pessoas nesses tempos de tamanha polarização. O Bispo emérito da Diocese a que pertenço, Dom Fernando José sempre gostava de dizer: “a indiferença é um dos disfarces mais cruéis do demônio”. Há inúmeras situações do dia a dia que precisam de nossa atenção e reflexão e isso é sério. O pecado e a maldade humana no mundo e porque não em nossa cidade fazem muito estrago, muito barulho, mas como um tambor, está vazio meu amigo, porque não tem a força para ir até o fim.”


Quais os maiores desafios que enfrenta nos dias de hoje?

“Meu caro, muito se fala sobre o viver no presente. Às vezes, na ansiedade dos dias, vivemos nos questionando sobre o futuro que nos aguarda, em outros momentos, a árdua missão de manter acesa a chama da esperança e da unidade. Nossa vida é uma longa jornada e durante essa jornada teremos sempre desafios a ser enfrentados, digo sempre as pessoas que atendo nos aconselhamentos pastorais, e atendo muitas pessoas aqui na comunidade, o seguinte: os momentos de impacto e tombo que passamos definem muito a nossa existência. Entre erros e acertos, o que importa é deixar-se esculpir, ser moldado e cada vez mais fortalecido para essa arte do viver.”


Deixa uma mensagem para nossos leitores.

“A esperança não decepciona” (Rm5,5) já nos diz a Sagrada Escritura, ela é âncora segura em todas as circunstâncias da vida. Devemos esperar contra toda a esperança e por quê? Porque “Jesus Cristo é a nossa esperança” (Hb 6,18). Ele morreu e ressuscitou. A morte o tragou, mas lá de dentro da morte ele “matou” a morte e ela não tem mais poder, não tem a última palavra. A última palavra é do Deus da Vida. É isto que vamos comemorar daqui alguns dias na Páscoa. O definitivo é a ressurreição, a vida que vence a morte. Diante dos tempos atuais, em que aprendemos a ressignificar inúmeras coisas, gosto muito desse termo ressignificar, é preciso muito mais que quantidade e preocupação de imagem, é necessário ser firme, ser portador de esperança, estar perto de quem amamos, com o peito leve e pensamento saudável para lidar com tantas situações que a escola da vida pode nos proporcionar. Com Deus no comando faremos o que for necessário e até o impossível para alcançar sonhos e projetos. A todos os leitores desta coluna expresso minha proximidade de cristão que ora e digo, não desista!  Deus escreverá lindos capítulos da sua história no tempo da espera e não só depois dela, tenha a certeza de que valerá a pena!”

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