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Nelly Macedo: vocação, sentimento e amor pela família

Eu tive o prazer de conhecer essa bela e jovem moça pessoalmente, de um sorriso ímpar e de uma prestatividade “sui generis”. Me refiro à delegada de polícia Dra. Nelly Gomes dos Santos Macedo.

Edgard Júnior - Agitta Social
14/10/22 às 16h20

A matéria de capa da nossa coluna social desta semana é sobre a filha da professora Ermione e do escritor e bancário, Sr. Leomar. Eu tive o prazer de conhecer essa bela e jovem moça pessoalmente, de um sorriso ímpar e de uma prestatividade “sui generis”. Me refiro à delegada de polícia Dra. Nelly Gomes dos Santos Macedo, goianiense de nascimento, mas crescida na pequena cidade de Silvânia, no interior do estado de Goiás, hoje ela está como delegada adjunta na Delegacia de Atendimento à Mulher de Três Lagoas.


Conta um pouco da sua história?

Estudei em colégio de freiras até o segundo ano do ensino médio. Depois fui para a capital, onde concluí o ensino médio e me formei em direito, na PUC. Sempre quis ser delegada de polícia, por isso escolhi o curso de direito. 

Desde criança sonhava em ser policial, gostava de contos e livros investigativos. Sempre gostei muito de ler, adorava HQ 's (histórias em quadrinhos). Um dos meus personagens prediletos era o detetive Gordon (do Batman).

Em 2008 fui aprovada no concurso da polícia civil de Goiás, para ser escrivã. Prestei vários concursos, alguns deles eu passei, mas foram anulados. Em muitos outros eu reprovei, mas nunca desisti do meu sonho de ser delegada. Em 2018 tomei posse como delegada de polícia no estado do Mato Grosso do Sul.

Foto: Edgard Júnior

Sobre o ofício. 

Gosto muito da parte operacional, de investigar, cumprir mandados, mas me encontrei, verdadeiramente, no trabalho de combate à violência doméstica, que se tornou uma missão de vida para mim. Fui a primeira da minha família a formar em direito e a única policial até hoje.

O que mais amo na minha profissão é a proximidade com as pessoas. O delegado de polícia é uma das autoridades mais próximas da população. Nós realmente fazemos a diferença e podemos salvar vidas. Amo fazer atendimento ao público, conversar e aprender com todas as vitórias de vida que, diariamente, temos contato. Mas não é uma luta simples, ainda temos muitos obstáculos, tanto na luta contra o crime como no reconhecimento de nosso trabalho e dedicação. Mas as qualidades são infinitamente maiores e não me vejo fazendo outra coisa na vida. E para completar, estou me especializando em psicanálise, para atender melhor às vítimas de violência doméstica.


Deixa uma mensagem para nossos leitores.

A mensagem que deixaria a todos seria a de nunca desistir. Às vezes, algumas pessoas nos olham e pensam que foi fácil nos tornar delegados e que é uma carreira simples. Mas passei por muitas reprovações, abdiquei de muita coisa para estudar para concurso público e continuo abrindo mão de muita coisa para ser uma boa profissional. Todo sacrifício é visto por Deus que, no tempo certo, nos agracia com sua benção. E, em especial para as mulheres, quero dizer: nós podemos tudo!

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