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Nair Silva Santos: Sargento por amor e vocação

Ela contou um pouco da sua bela trajetória, seus anseios, e sua missão de vida como profissional, mulher e mãe.

Agitta Social - Edgard Júnior
01/07/23 às 11h49

“A vocação é uma decisão de amor.” Ueriques de O. Santos. A minha matéria de capa desta semana vem trazer uma história incrivelmente cheia de boas energias, grandes desafios e relatando o que há de mais bonito nessa vida: a vocação para a profissão e para a maternidade. Em comemoração antecipada do dia do Bombeiro (2 de julho), e junto com isso, comemorar também seus 18 anos de Efetivo Serviço (que vai completar agora em julho), eu conversei com a querida amiga, 3.º Sargento do 5.º Grupamento de Bombeiros Militar (5.º GBM), Nair Silva Santos, que contou um pouco da sua bela trajetória, seus anseios, e sua missão de vida como profissional, mulher e mãe.

Foto: Arquivo pessoal

Conta tudo do início?

Sempre sonhei em entrar para a carreira militar. Assistia aos desfiles do Exército e me imaginava lá. Mas só homens podiam seguir a carreira militar. Tenho um irmão do Exército Brasileiro e serviu como músico. Trabalhei 7 anos na Polícia Militar como contratada e amei esse tempo. Tentei concursos na PM mas hoje acredito que não era o meu destino. Quando eu ia desistir do militarismo, surgiu o primeiro concurso para Praças Feminino no Corpo de Bombeiros no Mato Grosso do Sul e passei em todas as fases.


Quais os pontos positivos e negativos da profissão?

Trabalhamos com pessoas com as mais diversas dificuldades e vulnerabilidades, trabalhamos com a instabilidade do tempo, da natureza e edificações - água, fogo, terra, altura, frio ou calor - resumindo - trabalhamos com o imprevisto. E aí está o grande diferencial de ser Bombeiro Militar. Todos recebemos treinamentos nos mais variados cursos, seja de formação ou capacitação, mas cada ocorrência é única para ser aplicado conhecimentos e empatia pelo atendimento.


Quais os maiores desafios que enfrenta nos dias de hoje?

Meu maior desafio foi conciliar a maternidade com a profissão. Com 4 anos, meu filho Felipe foi diagnosticado no TEA (Transtorno do Espectro Autista). Há 10 anos quase ninguém sabia direito o que era e como se tratava o Autismo, um dos tratamentos era o ABA que na época era o dobro do que eu ganhava. Foi tudo muito desesperador o que eu e meu filho passamos. Foram anos de Terapia Ocupacional, sessões com Fonoaudióloga, Psicóloga, Psiquiatra, Neurologista, Musicoterapia, Equoterapia, atividades físicas, reforço escolar, ou seja, tentativas, acertos e erros. 

A conscientização das necessidades de crianças com Autismo foi crescendo no mundo todo e "algumas coisas" começaram a melhorar para as famílias que vivem esse desafio. Tive total apoio da corporação para acompanhar meu filho em todo seu tratamento. Escalas previamente planejadas e horários diferenciados. Tudo isso foi um dos meus pilares para ter força e seguir com a minha missão.

Em 2018 tive que escolher entre ir para o CFS (Curso de Formação de Sargentos) ou continuar acompanhando meu filho no tratamento. Ele com 6 anos estava começando a desenvolver a fala e o curso era de 8 meses em Campo Grande. 

Para quem não sabe, o Autismo pode ter regressão, e eu jamais correria este risco me afastando dele. Então optei pelo amor. Optei pelo meu filho. E tudo que você faz por amor volta triplicado - meu filho foi evoluindo dia após dia. 

Em 2020, em plena Pandemia Covid-19, surgiu uma nova oportunidade de CFS (EAD), e foi quando eu vi o edital e juro que não acreditei: Como  metade EAD? Foi então que em 2021 tudo aconteceu, fiz o CFS metade EAD e metade presencial, no total de 3 meses, foi um presente de Deus para mim.


Uma mensagem para nossos leitores?

Uma mensagem? O amor é o sentimento mais puro e transformador que existe. Se você escolher o amor, conquistará todos os seus sonhos de maneiras inimagináveis. Afinal sonhos são para ser sonhados e realizados, tire o medo da cabeça, tenha fé, acredite nas infinitas possibilidades, foca nas suas metas e alcançará todos os seus objetivos.


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