“A ciência descreve as coisas como são; a arte, como são sentidas, como se sente que são.” Fernando Pessoa.
Essa semana eu resolvi entrevistar uma pessoa que faz da arte a sua vida, e claro, eu fiquei extremamente feliz e lisonjeado, afinal de contas, o artista nato é aquele que faz acontecer de dentro para fora, que externa suas energias de acordo com seu talento nato. Eu estive no ateliê dela, acompanhado de um cafezinho + pão de queijo, bom papo e companhias agradabilíssimas (Ivete Binda Mendonça, nossa editora chefe da Revista Rara Gente e meu amigo querido Paulo Renato nos acompanhou), para um super papo com a maravilhosa e renomada artista plástica Marisa Barros, que contou um pouco da sua vida, sua história, suas inspirações, e sobre a sua arte de viver.
Fala um pouco sobre você?
Sou natural de Andradina/SP, iniciei meu aprendizado artístico ainda menina, e posteriormente fiz cursos com renomados artistas na capital paulista. No decorrer, fiz a minha pós graduação em Arteterapia também em São Paulo. Hoje, eu ministro aulas de pintura e sessões de arteterapia no meu ateliê, aqui em nossa Três Lagoas.
Vamos falar de arte?
Eu sempre fui apaixonada por arte, pois ela traz a criatividade e a beleza das formas, um olhar diferente para o mundo, e é a partir de pequenas ações - aquelas capazes de justificar cada pensamento, que dão expressão e harmonia a quem tem algo a oferecer, e assim nos descobrirmos como ser humano.
Como tudo começou?
Minha vida artística profissional com ateliê começou lá na cidade de Ilha Solteira/SP e foi decorrente da minha experiência que tive com comércio de confecção e calçados. Porém a conclusão da minha pós-graduação em arteterapia, é que foi um divisor de águas na minha vida, afinal de contas, foi essa grande oportunidade que tive para exercitar o meu auto conhecimento e a experiência de utilizar a arte como linguagem do inconsciente.
E hoje, qual o sentimento?
Eu me sinto privilegiada por conseguir viver com recursos da minha arte, afinal todo artista conhece as dificuldades de trabalhar com algo que não se enquadra à todos e às necessidades básicas. Porém tudo que se faz com amor e foco fluirá, pois eu tinha como inspiração a formação dos meus filhos que são verdadeiras obras de arte na minha vida. O Thiago formou-se em medicina e a Priscila como bióloga. Sem falar que hoje tenho os meus amados netos Henrique e Helena que, detalhe - também adoram pintar. Resumo da ópera: todos fazem parte da minha arte maior: o amor.
Deixa uma mensagem para nossos leitores?
Não há como separar a profissão com arte do ser individual, diferente de outras profissões, a arte está impressa em mim, faz falta e é assertivamente transformadora.