“Acredite que você merece o sucesso e trabalhe duro para conquistá-lo". Autor desconhecido.
“Acredite que você merece o sucesso e trabalhe duro para conquistá-lo". Autor desconhecido.
Sobre trabalhar duro e fazer acontecer é algo que todo ser humano deveria usar como receita para o seu sucesso. Esses tempos eu estava pensando e falando com uma amiga querida sobre trabalhar muito e foi então que ela me respondeu que: “Quem não faz muito, não acontece”. Eu fiquei super lisonjeado, agradecido e continuo em frente. Já faz algum tempo que eu quero contar a história deste meu convidado para a matéria de capa desta semana. Ele é um exemplo de pessoa, de profissional, com muita dedicação em tudo que faz e para todos que o rodeiam. Eu tive um super papo com meu amigo e parceiro Luis Fernando Soares. Nessa conversa conheci um pouco dele que é pai do João Pedro e noivo da Nathália Yamamoto, empresário no ramo da segurança do trabalho (com 12 anos de atuação) e sempre procura fazer o seu melhor. Luis Fernando contou um pouco da sua história e sua trajetória profissional.
Em quem se inspirou para exercer sua profissão?
“A inspiração foi de um amigo de infância e vizinho que me apresentou a profissão, o nível de formação e as oportunidades que eu poderia ter após a formação. O meu primeiro empregador e mentor foi Milton Luiz Favero Junior, que é engenheiro de Segurança do Trabalho. Minha inspiração profissional foi Adriano Borrasca Vilella, que é Bombeiro Civil. Tive como Orientador de Estágio Supervisionado, Murillo de Paula Mundim, que é técnico de Segurança do Trabalho. E no desenvolvimento profissional, o bombeiro civil Márcio Martins.”
Conta tudo do início?
“Quando adolescente, na idade dos 17 anos, eu já tinha uma rotina agitada: estudava no colegial, trabalhava e estudava no técnico profissionalizante. Em 2012, iniciei os estudos para profissão de Técnico de Segurança do Trabalho, onde eu tive um grande desafio, mudar de profissão. A minha rotina era em uma oficina mecânica, com foco na manutenção de veículos pesados - na época era os caminhões boiadeiros, carretas e tratores agrícolas. Sempre gostei muito de trabalhar com isso e trocava a TV e a roda de amigos para estar ali, junto com meu amado pai, o Sr. Paulo Roberto Soares, que era o dono da oficina.
Independência financeira e família
Eu já tinha uma história nesta área, mesmo sendo novo de idade, sempre tive facilidade de aprender e de comunicar, colocava em prática e era muito detalhista, e os clientes já optavam pelo meu serviço - mesmo sendo menor de idade - eu aprendi que para ser, tem que fazer acontecer com qualidade e responsabilidade. A independência financeira era importante para mim, e me recordo até hoje, do meu primeiro dinheiro recebido por um trabalho de capinar grama, que era do meu vizinho Sr. Roberto Navarro. Nossa, que sofrimento! Mas foi muito bom o retorno – me lembro bem, eram 50 reais e eu tinha meus 11 anos de idade na época.
Sou feliz pela minha criação, tenho comigo uma referência extraordinária de pessoas: meus pais que são um casal incrível! A minha mãe, D. Ester e meu pai, Sr. Paulo e claro, meu irmão Juliano Soares, somos uma família que DEUS caprichou.
Oportunidades e desafios
Adoro isso, e sou audacioso - com dois meses de estudos para a profissão na área de SST – Saúde, Segurança do Trabalho, em junho de 2012, na instituição de ensino FATEC SENAI, surgiu uma oportunidade de emprego temporário para vaga de vigia de espaço confinado, um trabalho de parada industrial. Eu não sabia muito o que era, mais após o comunicado em sala de aula, o professor se expressou dizendo que era uma oportunidade boa e tem ligação com a nossa área de estudo. Fiquei agoniado em sala e solicitei minha ausência para o professor Mauro Yoshitani Jr, falei no particular para ele que iria conquistar a vaga e acabou dando certo. Depois de encarar vários detalhes administrativos, eu ainda não tinha uma carteira de trabalho e precisava providenciar urgente. Após este trabalho temporário, o engenheiro de Segurança do Trabalho Milton Luiz Favero Junior abriu oportunidade aos profissionais que atuaram na parada geral, e no dia da entrevista, existia um sofá de frente a sala dele e me sentei e ali fiquei, observando o comportamento de todos, olhando aos olhos de cada um e pedindo a DEUS minha oportunidade. Depois ao longo do tempo, Milton me disse, eu já tinha percebido o teu trabalho, a sua audácia no sofá de frente para minha sala e não era de errar, você tinha potencial e por isso, foi um dos meus escolhidos.
Passei a ser estagiário, por 6 meses, e logo meu supervisor do estágio, Murillo Mundim, disse que esse contrato ia se prorrogar. Dito e feito - mais 6 meses, e ainda faltava um longo período de aulas no curso para minha formação.
Foi onde eu busquei por inspiração no profissional Bombeiro Civil Adriano Borrasca Vilella. Ele tinha o seu diferencial, a entrega de capacitações em formato de treinamentos de segurança do trabalho, ele era o melhor da cidade. Foi aí que mudei a minha visão, e comigo mais uma intuição - preciso me tornar Bombeiro Civil. Então fui pesquisar sobre a profissão, pois era nova, mas eu tinha um plano de carreira, a formação era de 3 meses e tinha uma empresa especializada que abriu a sua primeira turma em março de 2013. O valor para mim na época era considerável, e comentei com Milton Favero, que me perguntou quanto custava. Eu disse o preço e logo ele questionou, pega cheque? Pensei comigo e rápido disse, sim, aceitam! Milton me propôs dele emprestar as folhas de cheque para eu pagar parcelado, e na hora eu me vi privilegiado novamente, agradeci a oportunidade e foi mais uma caminhada de estudos. Nova rotina, estágio no período da manhã, curso técnico no período da tarde e no período da noite era estudos para formação de Bombeiro Civil. Em março de 2013, com a conquista da formação como Bombeiro Profissional Civil eu fui contratado por Milton Favero, onde dediquei uma experiência de nove meses com treinamentos de urgência e emergência.
O tempo a favor e o desenvolvimento profissional constante, chegamos à conclusão do curso técnico em junho de 2014 com uma surpresa - uma indicação de oportunidade para quadro de instrutores, nível técnico na FATEC SENAI, onde conquistei no processo seletivo.
Me tornei professor de turmas de formação para técnicos de segurança do trabalho, treinamentos nas indústrias em nosso estado de Mato Grosso do Sul. Foi em dezembro de 2016, tomei uma decisão, vou empreender e ter minha empresa. No dia 13 de janeiro de 2017, foi dado início a esse projeto: a minha empresa, LF Soares Treinamentos e Serviços, hoje com 7 anos, devidamente habilitada e autorizada no estado de Mato Grosso do Sul, através do Município de Três Lagoas. Minha maior missão e cumprir o manual de qualidade definido, supervisionado e aprovado dentro do Programa de Desenvolvimento e Qualificação de Fornecedores – PQF, com base nos requisitos da NBR ISO 9001:2015.
Em junho de 2019, recebi um convite para participar de um processo de contratação como Bombeiro Civil para uma fábrica de celulose local, e foram 2 anos de muitas experiências, novas amizades e desenvolvimento profissional no trabalho. Carrego comigo um mentor que contribuiu muito com sua habilidade de supervisão de profissionais, o Sr. Márcio Martins que também é Bombeiro Civil e Supervisor.
Atualmente estou estudando, graduando para engenheiro civil e após, minha meta é a especialização em nível superior em segurança do trabalho.”
O que você já fez profissionalmente?
“Já trabalhei em oficina mecânica, fiz diárias de serviços gerais, trabalhei com produção de eventos artísticos, como comércio de duplas sertanejas.”
Quais os pontos positivos e negativos da profissão?
“Os pontos positivos do ofício em si é acreditar em uma marca no mercado, o respeito profissional e o legado. Já os negativos são gerenciar conflitos, desligar profissionais e aceitar percas materiais. É doloroso para um empresário, principalmente quando vemos um comportamento abaixo do padrão e desvalorização das ações investidas.”
Quais os maiores desafios em ser empreendedor nos dias de hoje?
“Equilibrar faturamento, metas e gestão de processos.”
Se o Luis Fernando não fosse o que é hoje, o que gostaria de ser? Por quê?
“Teria uma agência de eventos, com shows artísticos e eventos corporativos. Por prazer na satisfação que um bom evento trás. Nas reuniões com familiares, amigos e até clientes, nunca deixei a desejar, pois a recepção nos torna próximo, e aproximação de pessoas geram amizades e grandes negócios.”
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