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Lourdes Palhares: Mais que missão, vocação para a solidariedade

Ela, que tem uma trajetória profissional maravilhosa, sempre dedicou parcela do seu tempo a ajudar as pessoas, contou um pouco da sua história.

Edgard Júnior - Agitta Social
13/07/24 às 09h32

“Socorrer os mais necessitados é um ato que transcende a caridade: é uma virtude que todos deveríamos ter.” AOB.

Foto: Edgard Júnior

Sobre ajudar o próximo, me faltam palavras (no meio de tantas) para poder expressar o que significa esse sentimento. É algo sublime, e conforme a frase acima citada, é uma virtude que todos deveríamos ter/fazer. A minha matéria de capa desta semana é referência nesse assunto, afinal, são mais de 18 anos ajudando, participando e fazendo as coisas acontecerem para quem precisa de ajuda. Tive o privilégio de estar do lado da contadora e atual presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC) Lourdes Palhares e conhecer sua história. Ela, que tem uma trajetória profissional maravilhosa, sempre dedicou parcela do seu tempo a ajudar as pessoas, contou um pouco da sua trajetória.


Fala um pouco de você e sua profissão?

“Meu nome completo é Conceição Maria de Lourdes Neri Palhares. Eu sou contadora, trabalho há 43 anos no mesmo local, e se Deus assim permitir, pretendo trabalhar muitos anos ainda nessa profissão que tem orgulho de ser. HHoje o contador está sendo valorizado, porque essas mudanças e essas novas leis aí que saem todos os dias, faz o contribuinte procurar o contador. Tenho muito orgulho e muita honra de ser contadora nesses 43 anos.”


Quando ingressou na Rede Femina e por quê? Conta tudo do início?

“Eu ingressei na Rede Feminina há 18 anos. Sempre fui do Rotary Club e na época, a Rede Feminina estava desativada. Diante disso, víamos muitos pacientes necessitando de acolhimento. Foi assim que resolvemos, junto com alguns rotarianos, reativar essa Rede Feminina. Foi com muita dificuldade e muita falta de recursos que começamos a atender os pacientes, e com isso, a Rede foi crescendo com ajuda de parceiros três-lagoenses. Hoje, dentro do estado de Mato Grosso do Sul, eu acredito que é uma que tem as melhores condições de atendimento ao paciente que sofre de câncer - nós temos tudo o possível que o paciente precisa.”


Quais os pontos positivos e negativos do trabalho?

“Os pontos positivos de ser contador, é de estar sempre por dentro das obrigações das empresas, das pessoas físicas, e eles nos procuram porque tem confiança. E eu tenho tido muitos clientes desde o início e quando aquele primeiro cliente partiu, a família continuou comigo pela confiança e também pelo bom trabalho que a gente procura prestar ao cliente. Outro ponto positivo é que a gente forma uma equipe muito boa e essa equipe ajuda a alavancar a nossa empresa. Os pontos negativos sempre tem na nossa área de contabilidade, um deles é em formar equipe e outro são essas mudanças que acontecem, isso atrapalha a gente para fazer uma boa equipe, que não é o meu caso, possuo uma boa equipe. Outro ponto negativo é que quando a empresa tem algum problema, o culpado sempre é o contador, e não é bem assim, pois se o cliente dá oportunidade para o contador trabalhar correto, ele não terá problemas, mas às vezes quando acontece algum problema na empresa, é porque o próprio cliente não deu é as informações necessárias para o contador fazer um bom trabalho, esses são alguns pontos negativos, mas é uma profissão maravilhosa e os pontos positivos superam os negativos.”


Quais os maiores desafios que enfrenta nos dias de hoje sendo presidente da Rede Feminina?

“Os desafios que os presidentes da Rede Feminina de Combate ao Câncer enfrentam são normalmente falta de recursos, porque nós não temos nenhum do poder público. A gente faz os eventos, temos parceiros que nos ajudam diariamente e o que o(a) presidente precisa é de ter um bom conselho. E o conselho desse ano de 2024, onde eu estou presidente, a gente trabalha de mãos dadas. Então isso facilita muito o trabalho. Os pontos negativos: a falta de recursos, mas o povo, o três-lagoense é muito solidário. Principalmente aqueles pacientes que a Rede fornece, desde a alimentação até os profissionais como assistentes sociais, psicólogos e outros, isso aí a gente consegue com parceiros, com outras empresas que conhecem e reconhecem o trabalho da rede. Então esse é o motivo que eu acho que é mais difícil, porque a gente administrar com dinheiro já não é fácil, você imagina sem ele. Mas a gente tá conseguindo, a rede tá com um bom número de voluntárias, voluntárias que vão à luta e isso aí tá ajudando muito a rede para conseguir atender muito bem os pacientes que a procuram.”


Qualquer um pode se voluntariar? Quais os projetos da rede?

“Sim, qualquer um pode ser voluntário, mas tem que entrar sabendo que o voluntário não tem remuneração e tem que dispensar o seu tempo para os trabalhos que a rede precisa. Principalmente nos eventos - a gente não tem condições de fazer evento pagos. Para ser realizado, é tudo feito por voluntários mesmo, e inclusive, estamos precisando de mais voluntários - qualquer um pode sim, mas tem que entrar sabendo que o voluntário tem que dar as mãos e o seu tempo para ajudar. A rede tem diversos projetos maravilhosos - um deles é a terapia ocupacional. As pacientes tem as voluntárias que ensinam bordado, pintura, e tem muitas pacientes que até aprenderam a cozinhar, a fazer coisas, que ajudam até na arrecadação financeira. Esse é um dos grandes projetos. O outro projeto é o transporte solidário. O transporte solidário é o seguinte: a(o) paciente precisa de fazer quimioterapia, daí nós cedemos o veículo que leva até o hospital – ida e volta. Outro projeto maravilhoso que a rede tem é o da prevenção, porque você sabe que cada mês é um tipo de câncer. Os mais comentados, que são nacionalmente conhecidos são o “Outubro Rosa” e o “Novembro Azul” (mama e próstata respectivamente). Nós temos uma equipe muito bem preparada que trabalha nos projetos de prevenção e já estamos preparando o nosso “Outubro Rosa”, que já está chegando. Esses projetos ajudam muito, por exemplo no Dia Internacional da Mulher, em parceria com a Shoppe e a Secretaria de Saúde, nós tivemos 94 pacientes, ou seja, 94 mulheres, que abordamos quando passava onde estava o nosso estande e então instruíamos para fazer a prevenção, fizeram e acredito que teve casos duvidosos, mas aí já é com a Secretaria de Saúde e a gente nem fica sabendo, mas a rede tem projeto de tudo para ajudar o paciente, ou a paciente, porque lá é rede feminina, mas nós também atendemos homens, se fizer a prevenção e descoberto o câncer no início, ele tem cura. O melhor remédio para o câncer é a prevenção – descoberto no início, tem cura sim. Temos lá hoje voluntárias que já foram pacientes, então esse é o remédio de cura, a prevenção.”


Deixa uma mensagem para nossos leitores.

“Eu gostaria que todos que puderem, ajudassem as pessoas que sofrem desse mal, pois hoje o percentual está muito grande no nosso país, e digo que é muito bom ser voluntária na rede feminina. Então eu gostaria que as mulheres ou os homens que tiverem disposição de um tempinho, que ajudem a Rede Feminina de Combate ao Câncer com seu trabalho, nós não estamos falando de dinheiro dos voluntários, nós precisamos do trabalho, e isso é muito bom, faz bem para nós que somos voluntárias, então eu deixo essa motivação aqui: vamos ajudar os pacientes que sofrem de câncer, porque não é fácil, o tratamento é longo e é um tratamento doloroso, porque fazer uma quimioterapia é um sofrimento.

Vamos ajudar, ajudar é bom. Vamos dar o que podemos, sem esperar nada em troca. Aliás, a gente espera sim, a cura deles!”

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