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Gustavo e Renato Queiroz: Uma história de credibilidade e empreendedorismo

Nosso destaque de capa desta semana tem tradição e prazer pelo seu trabalho. Conversei com o empresário Gustavo Scatolin Queiroz, filho do Sr. Renato de Freitas Queiroz que têm vasta experiência e propriedade quando o assunto é segurança patrimonial.

Edgard Júnior - Agitta Social
21/10/22 às 18h09

Nosso destaque de capa desta semana tem tradição e prazer pelo seu trabalho. Conversei com o empresário Gustavo Scatolin Queiroz, filho do Sr. Renato de Freitas Queiroz que têm vasta experiência e propriedade quando o assunto é segurança patrimonial. Neste papo, Gustavo contou um pouco da sua história, da tradição de pai para filho e de empreendedorismo em sua vida.

Conta um pouco de você e da empresa? Já se viu fazendo outra coisa (profissão)?

Bom, sou Gustavo Scatolin Queiroz e quando me perguntam qual é o meu cargo na empresa comercialmente, eu digo que sou gerente de operações, pois é o que melhor se encaixa no meu perfil de trabalho atualmente e atuo aqui há três anos.

A SVM abriu as portas no final de 1997, com uma Três Lagoas bastante diferente dos dias atuais, sem essa expansão urbana que tivemos devido a forte industrialização. Era uma cidade bem diferente, com necessidades diferentes no quesito de segurança e de lá para cá foi feito toda uma mudança nesses padrões. Olhando para trás, vejo e penso que somente o cerne da empresa é o mesmo, porque de resto tivemos grandes adaptações.

Antes mesmo de passar pela vida acadêmica, passei boa parte da minha adolescência dentro da SVM, então falar sobre qualquer aspecto da segurança eletrônica era parte do dia a dia da minha família, mas eu sou designer de formação.

Antes eu cursava engenharia mecânica, então mudar de profissão foi algo que fez parte da minha vida -  trabalhei em mecânica como ajudante, passei rapidinho pelo mercado imobiliário, fui “promoter” de eventos e por fim fiquei um tempo como designer trabalhando em desenvolvimento de projetos.

Vejo que essas diversas empreitadas fizeram parte de um crescimento profissional que hoje me deram outras perspectivas de atendimento e como lidar com situações dentro da empresa.

Foto: Edgard Júnior

Quais os pontos positivos e negativos de ser um empresário?

Ser empresário é a parte principal de um termo que muito se discute hoje em dia: empreender. Eu acho inclusive que é uma palavra engraçada (tanto empreender como empreendedorismo) que acabou virando um culto praticamente entre “coachs” e palestrantes de todas as formas, mas vejo que é sobre você cuidar de pessoas, afinal você monta seu time e precisa fazer com que ele funcione como um conjunto de engrenagens em busca de um objetivo. Então o principal ponto positivo é você ver o crescimento das pessoas que estão do seu lado, é você ficar feliz por um novo bebê na família delas, é você ver um bom dia animado na segunda-feira e saber que uma parte nova da casa foi construída e até mesmo ver um suspiro de alívio na chegada do final de semana sabendo que as pessoas estão ali dando o máximo para aquele objetivo planejado.

Mas uma coisa que eu vejo é que a maioria daqueles palestrantes esquecem de falar sobre a responsabilidade. No nosso caso ainda é maior, pois a SVM cuida de mais ou menos 5 a 6 mil pessoas, entre casas, comércios e sonhos que são monitorados diariamente por nós. Mas de forma mais geral, ser um empresário é assumir que deixará de ter alguns finais de semana - que na maioria dos dias passará a perder algumas horas a mais de descanso e algumas horas a mais de sono mas você será recompensado de alguma forma, até mesmo pelo aprendizado e hoje percebo que aquela frase: “O conhecimento custa caro, mas a falta dele custa muito mais (...)” é uma chave para saber onde você deve colocar sua energia e se quer fazer parte desse mundo de ser empresário.

Sobre o paizão? Conta um pouco...

Pode parecer clichê e eu até tentei sair um pouco dessa frase, mas meu pai é um guia, se eu conseguir ser metade do que ele é, já estarei bem feliz comigo mesmo. Ele foi um cara que mudou totalmente seu estilo de vida e saiu de um círculo empresarial feroz para ir para o meio do mato. Transformou uma terra em uma fazenda altamente produtiva com várias frentes de trabalho e hoje com mais de 70 anos viaja por semana, quase 500 km para continuar esse trabalho.

Como base, ele fundou a empresa aos 50 anos enquanto morávamos em outra cidade. Então essa inquietude me motiva, transforma e me dá um caminho a seguir. Ele até hoje vê programas de novos negócios, procura novas oportunidades e acaba sendo um exemplo vivo da cultura do “faça rápido, erre rápido e conserte rápido''. Ele basicamente continua me levando para escola até hoje.

Deixa uma mensagem para nossos leitores.

Acorde, lave o rosto e olhe no espelho, esqueça um pouco do celular, pelo menos no começo da manhã, já sei que você abriu ele quando acordou para dar uma checada nas mensagens e cuidar das primeiras urgências. Então feito isso, deixe a sua atenção para você. Pense e organize as coisas que tem para fazer, cuide da sua aparência, levante sua moral, faça caretas na frente do espelho e por último sorria. Hoje temos tanta informação chegando que não conseguimos parar para refletir o que realmente é importante para nós. O pior é que nos acostumamos com isso e parece que no momento em que essa chuva de informações acaba, temos um pouco de tédio, o termo correto é micro tédio - pesquise depois sobre - mas como fuga pegamos nossos celulares para ter mais informação e não paramos em nenhum momento para refletir.

Por último, esteja disposto para sempre poder fazer o melhor que conseguir com as ferramentas que estão disponíveis, não existe meio certo nem ficar na média, porque de médio o mundo já está cheio. Se hoje você consegue levantar da cama, então vá, mas não se levante para fazer seu dia ser mediano. As pessoas do Time A, gostam de trabalhar com pessoas do Time A, então mude, adapte-se, levante e se mexa, se não tem motivação, arrume, nem que seja para ir numa loja comprar uma TV nova ou simplesmente para pegar um boleto novo para pagar.

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