Sociais

Dr. Júlio César Galbes: Inspiração e a paixão pela medicina

Nossa matéria de coluna social desta semana é o conceituado médico psiquiatra Dr. Júlio César Galbes, que está na área da medicina há cinco anos atendendo com todo esmero Três Lagoas, Andradina e região.

Edgard Júnior
28/01/22 às 13h57

Nossa matéria de coluna social desta semana é o conceituado médico psiquiatra Dr. Júlio César Galbes, que está na área da medicina há cinco anos atendendo com todo esmero Três Lagoas, Andradina e região. Batemos um super papo onde ele contou um pouco da sua trajetória profissional, suas ânsias de ver um mundo melhor, sua dedicação e todo amor que tem pelo seu ofício.


Apresentação

Meu nome é Júlio César Galbes, mas sou conhecido como Júlio Galbes. Me formei na instituição Camilo Castelo Branco, hoje estou com cinco anos de formado.


Sempre quis exercer essa profissão? Aquela sensação que nasceu pra isso?

Quando criança idealizava três profissões: Direito, Engenharia e Medicina, porém com os anos, creio eu, que por inspiração divina, fui me inclinando para medicina. Sou completamente apaixonado pela ciência médica e sou muito grato a Deus por tê-la como profissão. Acredito que se a exercermos com amor, comprometimento, muito estudo e sobretudo compaixão, temos a receita do êxito. Gosto muito de um poema de  Fernando Pessoa e acredito que ele pode nos ajudar enquanto profissional e também como ser humano. Diz mais ou menos assim: “Para ser grande, seja inteiro, nada teu exagera ou exclui, seja todo em cada coisa, coloque tudo de você no mínimo que faz, assim em cada lago a Lua toda brilha porque alta vive”.

A grandeza começa com as pequenas coisas, às vezes com um bom dia, boa tarde, boa noite ou numa simples prescrição, se estende para os atos mais complexos. Não podemos ser parte, temos de ser inteiro, seja na medicina ou em qualquer profissão, até mesmo nos nossos relacionamentos. Já fui garçom, professor, inclusive dei aula até o quarto ano de medicina, e tentei colocar o máximo de mim em cada uma dessas profissões. Hoje, enquanto médico não poderia fazer diferente, quando se cuida de vidas, dedicação não deve ser opção e sim missão.

 

Foto: Arquivo Pessoal

Conta um pouco pra gente onde já trabalhou.

Já trabalhei e ainda trabalho em vários lugares, trabalhei no CAPS de Andradina, por dois anos em UBS, em Andradina e Mirandópolis, Santa Casa, Pronto Socorro até que passei em dois concursos públicos e os assumi. A cidade de Andradina e Três Lagoas hoje são a minha vida, resido em Andradina, porém trabalho nas duas cidades. Em ambas atuo na urgência e emergência, porém em Andradina também exerço a Psiquiatria. Hoje coordeno uma Clínica em Andradina e estou na construção de outra, os projetos estão saindo do papel para a materialidade e acredito que com cautela e dedicação a gente vai dando forma aos sonhos. 


Qual sua maior inspiração, o que te motiva?

O que vou dizer parece estranho, mas as pessoas próximas de mim sabem que é verdade. O que me motiva e me inspira é a minha inquietude, é o desejo de ser melhor a cada dia, as vezes até fico ansioso e acelerado devido a esse pensamento, mas sigo tentando ficar no ponto de equilíbrio. 


O mundo está mudado mesmo? Você sendo psiquiatra, qual sua opinião sobre isso e será que estamos no caminho certo?

Eu acredito que estamos em constante mudança e que o mundo tem seus períodos e a história é pródiga em nos mostrar isso, mas eu tenho lamentado muito o momento ou período em que nós brasileiros estamos vivendo. Sinto que estamos ficando mais ignorantes, do ponto de vista intelectual, cultural e emocional. Às vezes nos aproximamos dos símios quando agimos com territorialidade e brutalidade. Lemos de menos, ouvimos e falamos demais. Aprendemos a ouvir dizer, pior dos saberes segundo Mário Quintana.

No atual cenário do país, eu não consigo deixar de comentar sobre a pandemia e os fatos que a cercam, talvez eu não deveria, mas minha indignação sobrepuja a minha razão em silenciar-me. Sempre quando se fala de pandemia as críticas se iniciam pelo governo, hoje eu inicio por nós povo, por nós culpados. Por nós que nos regozijamos da própria desgraça. Vi pessoas se apropriarem de recursos disponibilizados pelo Governo Federal sem terem a necessidade de tê-lo pegado em detrimento de quem necessitava. Vejo um povo que ignora a ciência e vai na contramão do que é preconizado. Vejo uma população que finge sintomas para pegar atestado, vejo uma população que fica feliz em pegar atestado, vejo uma população que não reflete a respeito dos seu atos, que não entende que da nossa ausência laboral em grande massa surge a inflação, surge o aumento do arroz, do feijão, da gasolina, da carne, surge o desemprego e os miseráveis, surge a desgraça e a violência, surge a fome e a dor.

Vejo, segundo pesquisas, surgir uma geração que é menos inteligente que seus pais. Vejo surgir uma sociedade apática, uma sociedade que é motivada pelo imediatismo e pelo comodismo. Vejo surgir uma sociedade doente intelectualmente, moralmente e emocionalmente, vejo uma sociedade que culpa todo mundo, menos a si mesma. Apesar de tudo isso, vejo também esperança. Acredito que o caos seja dolorido, mas que pode nos ajudar a trazer a ordem e a prosperidade. Acredito em Deus, acredito na ciência, acredito que há muitas pessoas de bem lutando por um mundo melhor e acredito, também, que o bem sempre vence.

Sou imensamente grato ao grupo Agitta pelo convite e pelo espaço, obrigado pela seriedade e transparência do trabalho de vocês.

Deus abençoe a todos, tenham fé!


 RECOMENDADO PARA VOCÊ
EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
ÚLTIMAS EM SOCIAIS
RARA Gente - A mais tradicional revista de Três Lagoas
Editor responsável:
Ivete Binda Mendonça
agitta@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.