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Dom Luiz Gonçalves Knupp: Referência, vida e vocação

Ele que está a frente da Diocese de Três Lagoas há 8 anos, contou um pouco da sua história, sua inspiração, e sobre sua missão e vocação de vida.

Edgard Júnior - Agitta Social
07/07/23 às 17h15

“Missão e vocação de vida” - são esses substantivos que sempre fizeram parte da vida do meu convidado de capa desta semana. Eu tive o privilégio de conversar com o querido amigo, o Bispo Dom Luiz Gonçalves Knupp, que está a frente da Diocese de Três Lagoas há 8 anos, e que contou um pouco da sua história, sua inspiração, e sobre sua missão e vocação de vida.

Foto: arquivo pessoal

Sobre ser religioso e sua vocação, conta um pouco pra gente?

Nós entendemos como vocação e a minha vocação hoje olhando, eu entendo que ela tem a ver com a figura do meu avô paterno, uma pessoa muito honesta, de um coração enorme e que se preocupava com todos. Desde criança eu ouvia meu pai falar sobre ele, que tinha uma admiração muito grande, isso também foi causando em mim essa admiração e ao mesmo tempo, um desejo em ser como ele - o meu avô, ou seja, alguém que estivesse de fato comprometido com o bem das outras pessoas. Quando ainda jovem, tive contato com um seminarista que estava se preparando para ser padre e me fez um convite para ir onde fazia o seu estágio pastoral, ou seja, na minha paróquia, e a gente conversava nos finais de semana e ele ia contando um pouco sobre a vida do seminário e como era a vida de um padre. Daí então fiz a associação de que tudo aquilo que desejava ser a exemplo do meu avô, eu teria como padre a possibilidade de ser e viver isso. Foi então que, quando comecei o meu discernimento vocacional, fazendo o caminho e percebendo que de fato a vida sacerdotal era aquilo que respondia todo o apelo que eu sentia interiormente - que eu considero ser esse apelo o chamado de Deus, a vocação que Deus dava, ou seja, o chamado que Deus fazia para mim para esse serviço. Assim é que me tornei padre e hoje então bispo. De fato vou comprovando na minha vida que isso concretiza toda aquela vivência do meu avô, que causa até hoje em mim uma inspiração, um desejo de viver da mesma forma, eu percebo que no ministério eu consigo de fato viver desta maneira.


Pontos positivos e negativos?

Vejo que quando a gente ama alguma coisa, não existe dificuldades, ou as dificuldades são transformadas em desafios, Não existe tantos pontos negativos, mas o que existe são estímulos, para de fato a gente viver melhor. Como Bispo eu vivo a minha vocação, como padre vivi por 16 anos esta realidade. Nem sempre nós vamos ser entendidos e compreendidos pelas pessoas, nem sempre a gente consegue realizar aquilo que de fato a gente gostaria, afinal somos humanos, somos frágeis e às vezes a nossa fragilidade e a nossa humanidade nos impede de ser tudo aquilo que a gente gostaria de ser, tudo aquilo que somos chamados a ser, porém a gente sabe que Deus conta com a gente do jeito que somos, não são as nossas virtudes que nos permite realizar a obra mas é a graça de Deus que passa por nós e a graça de Deus é maior que as nossa fraquezas. Nós somos instrumentos de Deus, e instrumento então por si só não faz muito, mas aquele que o maneja é capaz de fazer e é Deus quem nos maneja, podemos assim dizer, portanto Deus é aquele que é capaz de tudo, até mesmo de superar as nossas fragilidades humanas.


Quais os maiores desafios que enfrenta nos dias de hoje?

Hoje percebo que o maior desafio é estar numa cultura plural, pois vivemos realidades muito complexas e daí a gente conseguir, como Bispo, orientar as consciências das pessoas, que é ponto de unidade, é aquele que tem a responsabilidade de conduzir todo um povo, afinal como bispo na Diocese de Três Lagoas, de toda costa leste de Mato Grosso do Sul, são mais de 300 mil pessoas sob a minha orientação. Esse é o desafio, de conseguir congregar todas as diversidades de pensamentos, ideologias e de culturas. A gente conseguir fazer um caminho junto, que é o real sentido da igreja, ser uma assembleia, ser um povo, ser um rebanho do senhor, ou seja, a igreja como essência diz respeito a comunhão e a unidade, diante de uma pluralidade tão grande, a gente conseguir construir um campo, um diálogo de unidade, que nem sempre é tão fácil as diversas realidades culturais, econômicas e políticas - isso sim é um grande desafio.


Pode deixar uma mensagem, e claro, pedir sua benção para todos nós?

Digo a todos vocês que vale a pena a gente apostar naquilo que a gente acredita, buscar um bom discernimento para de fato, acreditar naquilo que seja a verdade, aquilo que de fato vai nos manter orientados. Jesus diz: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertarás.” Em meio a tantas verdades, a tantas afirmações que temos nos nossos dias, a gente poder ter sustentação naquele que é a verdade - Jesus Cristo que diz: eu sou o caminho a verdade e a vida, que ele seja a grande referência da nossa vida, ele que passou pelo mundo fazendo o bem, ele que deu a vida por cada um de nós. Certamente se nós mergulharmos um pouco na vida e nos ensinamentos dele, vamos ver que tem alí a verdade de que vale a pena a gente apostar em tudo aquilo que ele nos ensina e nos propõe. Ele propõe para nós a vida em abundância para todos, porém, essa vida em abundância não acontece aqui em plenitude, mas aqui é só o início, mas teremos sim e acreditamos nisso, a certeza de que chegaremos um dia na casa do pai onde não haverá mais dor e sofrimento, diante do pai, as forças do mal não atuam, mas chegaremos à vitória final. Deixo a todos um grande abraço e a benção de Deus todo-poderoso, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Amém.

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