“A alfaiataria é a arte de criar roupas masculinas, tais como ternos, calças, coletes, camisas, paletós e muitas outras, de caimento perfeito e tecidos específicos, que compõem os visuais sociais e de black tie masculinos. As peças são criadas de forma personalizada, sob medida, de forma exclusiva e artesanal.” (fonte: blogsigbol).
Ah, que privilégio que eu tive essa semana de conhecer uma figura tão tradicional de Três Lagoas, que possui um talento tão maravilhoso que é a costura, e também de poder estar “in loco” em sua tradicional alfaiataria. Entre panos, linhas, agulhas e acessórios de costura, finalizamos a nossa matéria de capa desta semana que, adianto, é de uma simpatia incrível e possui um talento que garanto, muitos já conhecem. Estive com ele, que tem mais de 50 anos de profissão, o renomado Dionízio Alfaiate, que falou um pouco sobre sua trajetória de vida.
Apresentação
“Sou Jesus Dionizio da Silva, mais conhecido como Dionízio Alfaiate, ou ainda para os amigos, simplesmente, Dior – tenho 55 anos de profissão – sempre como alfaiate.”
Em quem se inspirou para seguir sua profissão?
“A minha mãe mexia com roupas, ela costurava e sempre me pedia para ajudá-la – para cortar linha, chulear, fazer barras). Eu tinha um amigo em Aparecida do Taboado que tinha alfaiataria e que me ofereceu para eu poder aprender trabalhar com alfaiataria e então fiquei lá, e foi em 1971 que mudamos para Três Lagoas aí vim trabalhar aqui (em vários lugares) mas em 1972 eu fui para Minas Gerais trabalhar em uma fabriqueta de roupas na empresa Furnas Centrais Elétricas e fiquei 8 anos e retornei sabendo o que eu gostava de fazer, e acabei caindo no gosto das pessoas e faço até hoje.”
Você inspirou pessoas?
“Sim vários, mas atualmente tenho 2 que ensinei e são próximos e ainda exercem a profissão – um chama Edvaldo que está em São José do Rio Preto e o Ivaldo em Araçatuba.”
Sobre a profissão Alfaiate: está acabando ou não? Qual sua opinião?
“Eu acho que ainda tem tempo para acabar – se acabar mesmo, pois as roupas vendidas nunca são exatas no corpo, sempre precisa de ajustes e tem muito campo, pois existem os alfaiates personalizados e exclusivos. existe muito trabalho para o campo de alfaiataria.”
Pontos positivos e negativos da profissão?
“Eu acho que tem pontos positivos, não acho nada ruim, pois sou muito positivo não gosto de reclamar e gosto de trabalhar, do meu trabalho – já fiz vários cursos como químico industrial, segurança do trabalho e magistério e gosto de eletrônica, elétrica e mecânica também, mas como hobby, pois tudo que conquistei foi como alfaiate.”
Qual seria o maior desafio do alfaiate hoje?
“Hoje para fazer roupas de forma personalizada, exclusiva, acaba ficando caro, e as pessoas acabam optando por comprar pronta, em linha industrial, que sai muito mais em conta, mas o profissional alfaiate que optou pela área de consertos, ele continua tendo trabalho de monte.”
Deixa uma mensagem para nossos leitores
“Eu falo que cada um tem a sua ideia, a sua vocação, e tem gente que é fascinado por roupas e quer aprender costurar, ou que ama a costura. E digo que, quem quiser, pode entrar no ramo, que vai dar certo, mas é preciso uma coisa: capricho, fazer bem feito que você sempre terá trabalho e fará sucesso.”