“Líderes não forçam pessoas a os seguir – eles as convidam para uma jornada.” Charles Lauer.
E assim, eu começo nossa matéria de capa desta semana. Eu convidei o diretor comercial da Guará Renault do Grupo Enzo, Cristoferson Faria, que contou um pouco da sua história e trajetória de vida profissional.
Apresentação
Me chamo Cristoferson Faria, nasci em maio de 1983 na cidade de São Paulo (capital), fui morar no interior de SP - Marília, onde passei toda infância e adolescência. Atualmente moro em Campo Grande/MS e trabalho no Grupo Enzo como diretor comercial da Guará Renault, atuo há 17 anos no ramo automotivo de concessionárias.
Em quem se inspirou para exercer sua profissão? Conta tudo do início?
Na época eu estava no último ano de faculdade (2006), fiz administração de empresas e buscava trabalhar na área bancária. Na minha visão era o que mais se encaixava com meu perfil, pois tinha acabado de sair da indústria e comecei a participar de alguns processos seletivos. Foi quando um amigo meu trabalhava no grupo Freire (Volkswagen/Toyota) em Marília que me indicou para o diretor da marca Toyota, daí fiz o processo e aceitei a vaga para estoquista de peças.
Durante 1/5 anos fui crescendo dentro da operação e me identificando cada vez mais com o negócio, atuei em algumas áreas do pós vendas como analista de garantia, analista de qualidade, supervisor, até chegar na gestão - foi tudo muito rápido.
Um dos grandes influenciadores na época foi meu diretor José Francisco que acreditou muito no meu potencial e foi abrindo novas oportunidades dentro da empresa, sem dúvida foi uma grande inspiração, desde então fui aprendendo e me apaixonando pelo mundo de concessionárias e fortalecendo meu desejo de ser gestor. Em pouco tempo já tinha claramente na minha cabeça que iria seguir na profissão e no ramo. e nesse longo caminho, tive a oportunidade de conhecer e conviver com pessoas que me ajudaram a chegar onde estou hoje.
Pontos positivos e negativos da profissão?
Tem vários pontos positivos e posso citar alguns: o mais importante é gostar do que faz! A rede de relacionamento (Networking) também proporciona muito o desenvolvimento, contato com grandes executivos, profissionais do ramo e de diversas áreas que envolvem o negócio, destacaria também a falta de rotina, todo dia você vive várias situações e elas te trazem um aprendizado diferente, seja atendendo um cliente, montadora ou resolvendo algum problema junto com a equipe e esse conhecimento ninguém tira de você.
Não diria pontos negativos, mas sim desafiadores: para mim o maior desafio é manter as pessoas envolvidas em todo processo engajadas e motivadas, fazer elas se sentirem pertencentes a empresa, conhecer seus objetivos profissionais e pessoais e como você pode contribuir para o crescimento dela.
Quais os maiores desafios que a classe enfrenta nos dias de hoje?
Temos vários, desde a pandemia que o setor automotivo vem sofrendo, o dólar que disparou, a guerra da Ucrânia com a Rússia, o aumento no preço dos combustíveis e a falta de componentes para a fabricação mundial de veículos deixaram muitos prejuízos - com isso, a indústria está tentando retomar a produção.
O governo anunciou recentemente no dia 25/05/23 um programa de estímulo para tentar alavancar a cadeia produtiva do setor no Brasil e tentar trazer o “carro popular” - ainda não sabemos exatamente como vão ficar os preços, até o momento tudo é especulação, a proposta é de redução para os veículos que custam até R$ 120 mil, esse percentual de redução pode chegar até 10,96%. Nesse cenário temos boas perspectivas com nossa marca, temos o Renault KWID que hoje já é um dos mais baratos no Brasil.
Deixa uma mensagem para nossos leitores?
Primeiramente quero agradecer pela oportunidade de compartilhar um pouco da minha experiência, foi muito gratificante. Vou deixar uma frase que gosto muito e levo comigo todos os dias:
“Comece onde você está, use o que você tem e faça o que você pode.” Arthur Ashe.