O destaque de capa da coluna social desta semana faz dos números sua rotina diária. Conversei com o conceituado contador e empresário Aucimar Dias de Macedo que contou um pouco da sua formação, da relevância do seu ofício e da sua trajetória de vida.
- Aucimar Dias de Macedo, formado em 1991 como técnico em contabilidade pelo colégio Afonso Pena em Três Lagoas. Graduação em Ciências Contábeis em 2004 e em Direito em 2010, ambos pela AEMS – Associação de Ensino e Cultura de Mato Grosso do Sul.
Por que escolheu essa profissão?
Eu nasci em Mato Grosso do Sul, porém minha família se mudou para Goiás onde passei minha infância até os meus 17 anos de idade. Morávamos em uma cidade de aproximadamente 6 mil habitantes naquela época, e as oportunidades praticamente não existiam, nem mesmo para se estudar, onde o único curso em nível de 2.º grau era o magistério. Então, eu tinha em minha mente o desejo de ser contador, embora não soubesse direito o que era esse ofício na prática, mas via ali naquela pequena cidade, dois contadores que eram bem-sucedidos, então eu acreditava na minha inocência que ser contador seria uma profissão bem remunerada. Assim, aos 17 anos em 1.997 me mudei para Três Lagoas, para poder concluir meus estudos.
Quais os pontos positivos e negativos?
1.º ponto positivo: é uma profissão hoje de muito reconhecimento e valorização, desde que seja um bom profissional atuante. 2.º ponto positivo: a necessidade de estar sempre atualizado nos assuntos pertinentes à área tributária, trabalhista, econômica e sociais, se tornando cada vez mais necessário com referência a assessoria junto aos clientes em uma demanda cada vez mais crescente. 3.º ponto positivo: o reconhecimento da sociedade da importância de um bom profissional contábil, pois é nesse profissional que o cliente irá pautar muitas das decisões patrimoniais tanto de ordem jurídica quanto tributária. 1.º ponto negativo: a responsabilidade cada vez maior desse profissional, perante o novo código civil, de 2003, instituiu a responsabilidade solidária do contador. O artigo 1.177 menciona que os contadores são pessoalmente responsáveis por atos culposos com os seus clientes e atos dolosos perante terceiros, e na maioria das vezes o contador nem tem em mente esse risco quanto assina determinados documentos a pedido do cliente. 2.º ponto negativo: a rotina de trabalho excessiva, sendo normal uma jornada diária de trabalho maior que 12 horas diárias, e ainda sim, as mensagens de whatsapp não cessa mesmo após as 20 horas. 3.º ponto negativo: o estresse da profissão é muito grande, pois com toda a responsabilidade solidária com o cliente, também existe a responsabilidade financeira com referência às apurações tributárias desenvolvidas, onde os erros porventura apurados, serão de responsabilidade do contador, e o mesmo terá que arcar com a reparação financeira.
Se não fosse contador, o que seria?
Acredito que desenvolveria minha segunda formação acadêmica: o Direito.
Deixa uma mensagem para os jovens que estão entrando no mercado.
Seja para qualquer profissão que escolher desempenhar, buscar desenvolver com o maior comprometimento, entusiasmo e competência. O sucesso acontecerá naturalmente para aqueles que persistirem com profissionalismo e dinamismo, dando de si sempre algo a mais do que se espera. Os obstáculos estarão sempre presente em qualquer profissão que escolherem, mas a persistência fará de alguns, vencedores no fim da jornada, por muitas vezes nesse caminho terão a impressão de que o que escolheu como profissão não parece ter reconhecimento nenhum, porém só o tempo e a obstinação da continuidade do seu trabalho é que dirá no futuro quem foi digno do reconhecimento profissional de toda uma vida.