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É Toc ou não? - Quem esclarece o assunto é o médico psiquiatra Dr. Eder Caloi Barro

“É claro que um diagnóstico assertivo só pode ser feito por meio de um médico especialista no assunto, mas quando os rituais começam a tomar tempo, interferem na qualidade de vida, nas relações sociais, atrapalham a capacidade de estudar e trabalhar ou geram angústia e solidão, significa que é hora de procurar ajuda especializada”

Julia Rafaela - Hojemais Três Lagoas
07/05/21 às 18h00

Carol lava as mãos diversas vezes após tocar a maçaneta por ter um pavor irracional de bactérias. Rodolfo passou três horas em idas e voltas pela mesma ponte sem conseguir chegar ao trabalho. Gabi lava três vezes o mesmo prato para ter certeza de que está limpo . Esses são exemplos fictícios que ilustram muito bem as pessoas que convivem com o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), uma condição psiquiátrica que atinge cerca de 4 milhões de brasileiros, dados esses divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5, o transtorno é caracterizado por pensamentos obsessivos, compreendidas como pensamentos repetitivos e persistentes, imagens ou impulsos e/ou compulsões que são comportamentos com rituais repetitivos ou atos mentais, nos quais a pessoa se vê obrigada a fazer em resposta a uma obsessão.

Mas afinal, quais são os sintomas do TOC? Existe tratamento para a doença? O transtorno é genético ou não? – Para esclarecer essas e outras dúvidas relacionadas ao tema, o Portal Hojemais conversou com o médico psiquiatra da Clínica Vivere Três Lagoas, Dr. Eder Caloi Barro (CRM/MS 9374 – RQE 5266). Continue a leitura e confira!

É TOC ou não? 

De acordo com o médico, essa é uma dúvida comum, ou seja, como diferenciar uma pessoa com TOC daquela que apenas gosta das coisas devidamente organizadas? 

“É claro que um diagnóstico assertivo só pode ser feito por meio de um médico especialista no assunto, mas quando os rituais começam a tomar tempo, interferem na qualidade de vida, nas relações sociais, atrapalham a capacidade de estudar e trabalhar ou geram angústia e solidão, significa que é hora de procurar ajuda especializada” – afirmou. 

Ainda de acordo com o médico, essa busca por ajuda deve ser ainda mais imprescindível quando essas tarefas ocupam mais de uma hora por dia e fazem com que o paciente se atrase ou até desista de seus compromissos. 

Toc possui causa genética?

“Muitos estudos mostram que a frequência do TOC é mais comum em famílias que possuem um histórico do transtorno, ou seja, o componente genético é sim muito marcante, porém existem outros fatores ambientais que também podem contribuir para desenvolvimento da doença. Por isso, é incorreto dizer que o distúrbio se restringe apenas à genética da pessoa– acrescentou. 

O tratamento 

“O tratamento com medicamentos, utiliza antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina. Já a terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem que não utiliza medicamentos, mas possui eficácia comprovada sobre a doença. Seu princípio básico é expor a pessoa à situação que gera ansiedade, começando pelos sintomas mais brandos... Quando essas duas técnicas são utilizadas em conjunto, as chances de sucesso no tratamento são muito maiores” – finalizou.  

Os resultados costumam ser melhores quando se associam os dois tipos de abordagem terapêutica.

Para fechar a entrevista, o médico salientou a importância da discussão dos transtornos mentais em meio a sociedade, visto que a falta de informação gera o preconceito em relação às doenças, fazendo com que esses pacientes sintam vergonha de falar a respeito e até mesmo procurar ajuda médica, aspecto esse gera um agravamento de casos clínicos que podem ser tratados, devolvendo a qualidade de vida do paciente.

Tem alguma dúvida em relação ao tema abordado? – Então clique no botão abaixo e agende agora mesmo uma consulta com o médico psiquiatra da Clínica Vivere Três Lagoas, Dr. Eder Caloi Barro (CRM/MS 9374 – RQE 5266). 

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