Moda

Ela mudou: 6 Tendências da moda pós-pandemia

Veja o que está no radar de consumo neste momento.

Bruna Taiski
09/02/21 às 13h11

Como será o futuro da moda depois da Covid-19? Será que as tendências da moda pós-pandemia continuarão as mesmas estação após estação? Desde a Segunda Guerra Mundial, a indústria da moda não sofria consequências tão drásticas do dia para a noite.

E não foi só a indústria e o varejo de moda que sofreram um baque com o novo coronavírus e muito se falou sobre desglobalização. Eventualmente, em pouco mais de quatro meses, as circunstâncias obrigaram o consumidor a repensar seus hábitos de compras. Com perda de emprego, diminuição de salários e home office, as roupas, sapatos e acessórios se tornaram supérfluos e até indispensáveis.

Mas, ao mesmo tempo em que a moda sofre os impactos da pandemia, o relatório do The Business of Fashion ressalta que este é o momento perfeito para se reinventar e buscar alternativas para remodelar a cadeia de valor do segmento. E algumas destas novas tendências da moda pós-pandemia já estão sendo vistas, como os desfiles virtuais por exemplo. Confira:

1. Conforto em primeiro lugar

As vendas de sapatos de salto alto, mocassins e outros calçados sociais vêm caindo há anos. E, com a pandemia, caiu ainda mais segundo especialistas ouvidos pelo Washignton Post. Enquanto isso, o Google Trends chegou a registrar 142% mais buscas por pijamas no começo de maio deste ano, sem contar os pijamas chics que viraram uma verdadeira febre entre os famosos.

Isso significa uma referência forte na moda pós-pandemia: a tendência é que as pessoas fiquem cada vez mais em casa, mesmo com o fim da quarentena. E que neste tempos, busquem mais peças ainda mais confortáveis para o dia a dia.

2. Peças básicas na moda pós-pandemia

Certamente, no momento atual as pessoas estão comprando menos por impulso e mais por necessidade, as peças básicas ganharam ainda mais espaço. Em um mundo com menos tendências na moda pós-pandemia, o jeans confortável e com lavagens mais discretas, blusas em cores neutras como branco e preto, além de roupas versáteis que transitam entre as mais diversas ocasiões do dia a dia recebem ainda mais destaque nas vitrines e no guarda-roupa.

3. Novas experiências de compra

Anteriormente, as marcas já tinham começado a pensar em novas experiências de compras para atrair os consumidores e se diferenciar no mercado. Para entender a mudança do comportamento de consumo dos brasileiros, as marcas precisaram aprender a identificar os hábitos e preferência dos seus clientes.

Pensando nisso, marcas como a Youcom, por exemplo, acaba de lançar o projeto 360° – ferramenta em que é possível mapear a jornada de compra do cliente e se comunicar com ele de forma assertiva e personalizada.

4. Moda pós-pandemia com propósito

Movimentos mundiais como o Black Lives Matter mostraram que os consumidores buscam marcas com propósito, que se posicionam a favor de um bem comum. As grifes precisam definir claramente seus posicionamentos diante de fatos ou questões de relevância social.

Grifes como como Nike , Marc Jacobs , Gucci e Savage x Fenty, compartilharam postagens em apoio ao movimento negro nos últimos meses. Marc Jacobs, inclusive, teve sua boutique em Los Angeles invadida durante protestos. E ainda assim protestou a favor nas redes sociais: “Uma vida não pode ser substituída. Black Lives Matter”, disse no Instagram. O mesmo vale com conceitos como sustentabilidade, responsabilidade social, diversidade e proteção ao meio ambiente.

5. Peças de segunda mão

Com a busca por uma economia mais consciente na moda pós-pandemia surgem inovações na hora de comprar e vender roupas. O aluguel de roupas de grandes marcas é uma destas práticas que só cresce no mundo todo. Não é à toa que empresas como Rent The Runaway , por exemplo, devem ultrapassar a marca de vendas de mais de US$ 2,5 bilhões nos próximos anos.

Outra prática muito utilizada e que só cresce é o comércio de roupas usadas dentro do conceito de moda e economia circular. O velho e bom brechó ganhou versões digitais modernas – e até assinadas por celebridades. Recentemente, Fiorella Matheis inaugurou o Gringa, para compra e venda de produtos de luxo.

6. Múltiplos canais de vendas

Especialistas em varejo já apostavam no Omnichannel - estratégia de conteúdo entre canais que as organizações usam para melhorar sua experiência do usuário - muito antes da quarentena. E agora, mais ainda como tendência na moda pós-pandemia. Comprar na loja e receber m casa; comprar na internet e receber em casa ou comprar na internet e retirar na loja. Os múltiplos canais de compras facilitam a vida dos consumidores e se tornam ferramentas de novas receitas para as grifes.

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