Moda

Conheça as tendências de perfumaria em tempos pandêmicos

A arte milenar das fragrâncias não parou no tempo. Pelo contrário, ela segue em renovação e está mais valiosa do que nunca

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23/03/21 às 10h13

Há uma explicação para a viagem instantânea que se vivencia ao ser invadida por um aroma familiar. O olfato é ligado ao sistema límbico, parte do cérebro responsável por processar emoções, e também é o sentido que gera as memórias mais duradoura, se comparadas às do paladar ou da visão.

Esse detalhe ajuda a compreender a relação tão intima que se desenrola entre nós e os perfumes, especialmente em períodos nos quais precisamos recorrer aos lugares de afeto – qualquer conexão com uma pandemia ou grandes mudanças de estilo de vida não é mera coincidência. 

Uma pesquisa realizada pela casa suíça de fragrâncias e sabores Firmenich ouviu seis mil pessoas em 11 países entre os períodos de abril a maio, e junho a setembro de 2020 para entender como se comportou o uso de perfumes no período.

Os resultados mostraram que 56% dos participantes se apegaram ainda mais aos aromas. Outro relatório, desta vez da norte-americana NPD, agência especializada em pesquisas de mercado, indicou ainda que 85% daqueles que não vivem sem algumas borrifadas estenderam esse cuidado para a casa, com difusores e home sprays.

Veja a seguir o que há de mais novo e interessante no universo dos apaixonados por fragrâncias.

Cheiro high-tech

O cenário lúdico de um perfumista transitando por um laboratório com vidros diminutos e variados é subvertido por Phylira. O nome, em referência à deusa grega do perfume, foi dado à uma tecnologia desenvolvida pela IBM em parceria com a Symrise. Ela é, em palavras simples, um robô perfumista. Tratam-se de algoritmos de machinhe learning capazes de mixar e propor centenas de milhares de combinações olfativas. 

Parece ficção científica, mas é realidade. Há até exemplares deste trabalho no mercado brasileiro: O Egeo ON Me e o Egeo ON You, de O Boticário, lançados em 2019. Depois de analisar dados de consumidores millennials e compreender degraus de aceitação e rejeição, Phylira propôs misturas inéditas, como leite condensado, rosa branca, pepino e pimenta. Como o onfato ainda é um sentido que a robô não possui, o perfume foi finalizado por humanos.

Outra conquista da ciência são os aromas funcionais, desenvolvidos em parceria com neurocientistas e detentores de acordes capazes de ativar neurotransmissores, gerando sensações.

Entre outros testes, são analisadas as expressões faciais e a atividade elétrica cerebral do usuário. Em tempos de valorização de bem-estar. São grandes estrelas em ascensão. O Coffee Sense, de O Boticário em parceria com a casa de fragrâncias Givaudan, por exemplo, busca retomar a emoção das “primeiras vezes” com um acorde ativador de desejo.

Com o desejo de romper com a massificação e obter aromas cada vez mais personalizados também é uma tendência que desponta há algum tempo. Gostou do conteúdo? Nos siga nas redes sociais e receba outros como este!

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