Após quase quatro décadas à frente da revista Vogue, Anna Wintour deixará o cargo de editora-chefe da edição norte-americana. A informação foi confirmada nesta semana e marca o encerramento de uma das gestões mais icônicas e influentes da história da moda e do jornalismo.
Wintour, no entanto, permanece na Condé Nast como diretora global de conteúdo e diretora editorial global da Vogue, cargo a partir do qual continuará supervisionando as operações editoriais de todas as marcas da casa, incluindo Vanity Fair, GQ, Architectural Digest e outras publicações internacionais.
A mudança representa mais do que uma simples reestruturação corporativa. Anna Wintour é, para muitos, o rosto da Vogue. Com seu corte de cabelo inconfundível, os óculos escuros sempre presentes e uma postura exigente, ela transformou a revista em uma referência editorial, não apenas em moda, mas também em cultura, comportamento e estilo de vida.
A editora britânica, hoje com 75 anos, foi retratada de forma fictícia no livro O Diabo Veste Prada (2003), de Lauren Weisberger, sua ex-assistente. A obra deu origem ao filme homônimo estrelado por Meryl Streep e Anne Hathaway, que ajudou a reforçar a imagem pública de Wintour como uma figura de autoridade implacável e visionária.
Além de seu trabalho editorial, Anna Wintour também é reconhecida por ser a grande organizadora do Met Gala, um dos eventos de moda mais importantes e influentes do mundo. Realizado anualmente no Museu Metropolitano de Arte (Met), em Nova York, o evento arrecada fundos para o The Costume Institute e dita tendências no cenário da moda global.
A Vogue ainda não anunciou quem assumirá o cargo de editor-chefe da versão norte-americana da revista, mas a sucessão representa uma nova fase para uma marca que, sob Wintour, moldou gerações e lançou tendências em escala mundial.
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