Moda

Salto alto x flat: quem é você depois do home office?

Alguns hábitos, como o uso do salto alto por parte das mulheres, podem não voltar a ser como era antes

Rara Gente - Daniela Galli
08/12/21 às 08h48

Esta semana a CNN Brasil divulgou uma reportagem falando sobre a queda nas vendas de sapatos femininos de salto alto. Os números foram sentidos tanto pela indústria brasileira como pela norte-americana. A pergunta é: será que estes calçados vão voltar a ser os queridinhos das mulheres depois da pandemia?

O texto da CNN Brasil cita uma pesquisa elaborada e divulgada pelo NPD Group. Só em 2020 as vendas de salto alto caíram cerca de 45% nos Estados Unidos. No segundo semestre deste ano, a queda foi ainda maior: 71%. 

O Brasil, é claro, sentiu a pressão. Tanto que uma das marcas mais famosas de sapatos femininos, a Arezzo, lançou uma coleção inteira de calçados mais baixos para alcançar o público feminino que permaneceu em home office por quase dois anos. 

Com o avanço da vacinação, a reabertura do comércio e das empresas e o reaquecimento da economia, acredita-se que os números da indústria devem reagir ainda este ano. A expectativa é de que as vendas no Natal deste ano sejam superiores às do ano passado com todo mundo fora de casa novamente. 

Não é a toa que o período pós pandemia é chamado de “novo normal”. Isto se deve ao fato de que, alguns hábitos, como o uso do salto alto por parte das mulheres, podem não voltar a ser como era antes. 

Para a psicóloga Janaína Catolino, a pandemia contribuiu muito para que as mulheres priorizassem o conforto invés da beleza. “O fato de encarar e se adaptar à nova realidade com menos idas aos escritórios, menos saídas e também ao fato de compreender que não necessitamos de tanta coisa foram alguns dos fatores responsáveis por essa mudança de perspectiva e de comportamento".

Ela lembra ainda que a era de “seguir os padrões cheios de regras” pode estar finalmente chegando ao fim. “Atualmente cada vez mais a ‘moda’ é não seguir as normas e vestir [ou calçar] o que faz com que a pessoa se sinta bem”.

Usar salto alto, ou até algumas peças de roupa desconfortáveis, pode estar ligada à uma questão comportamental e de imagem pessoal. Janaína diz que estas peças transmitem poder aos olhos dos outros. “O salto alto além de alongar a silhueta em minutos, passa a imagem de uma mulher imponente, confiante, segura, sensual, poderosa e líder dentro do ambiente em que está inserida”.

A tendência, segundo a psicóloga, é que cada vez mais as mulheres possam ter liberdade de usarem, dos pés à cabeça, acessórios que sejam confortáveis e saudáveis, do que algo que seja somente elegante.

“Cada vez nos sentimos mais seguras e descobrimos que nosso poder não está no salto alto, mas sim naquilo que fazemos com excelência em nossas profissões, nas nossas atitudes e personalidade. Roupas e calçados estão ficando em segundo plano. Não é uma crítica a quem gosta, usa e consegue conviver tranquilamente de salto alto, até porque eles realmente são bonitos. Só é preciso pontuar que elegância e sensualidade estão além”.

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